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Chuva deixa famílias ribeirinhas em alerta, em Lages

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Dona Maria mora à margem do Carahá e está atenta ao leito do rio que não para de subir - Fotos: Andressa Ramos

É observando o leito do “antigo Carahá” que Jaqueline dos Santos, de 51 anos, sabe se as casas do filho e do irmão serão inundadas. Há 20 anos morando no mesmo endereço, a dona de casa não pretende sair de onde está, pois é difícil conseguir uma nova moradia, além de ter criado um vínculo forte com a vizinhança.

Desde a sexta-feira (31), Jaqueline, e quem mora perto dos rios Carahá, Ponte Grande e Passo Fundo, fazem uma espécie de monitoramento dos rios para se preparar e saber quando terão de levantar os móveis.

Jaqueline é moradora da Avenida Belisário Ramos, ela e sua cachorrinha Fifi, de 15 anos, já passaram por mais de sete enchentes

Mesmo perdendo objetos e precisando ficar alguns dias fora de casa, dona Maria Margarete Alves Amarante não deixa sua casa por nada. Há 20 anos, quando mudou-se para uma das ruas próximas a Avenida Belisário Ramos, por onde passa o Rio Carahá, não sabia que sua casa poderia ser atingida. Apesar disso, Maria e os quatro filhos continuam na casa e quando os dias chuvosos são seguidos, unem-se para reunir os pertences mais importantes e observam o rio para saber se irá realmente transbordar.

Já são mais de 125 milímetros registrados entre sexta-feira e a manhã de segunda (3). Se todo esse volume fosse registrado em poucas horas, a exemplo de julho de 2017, os bairros teriam sido afetados pelas cheias dos rios. Porém, de acordo com a Epagri/Ciram não há previsão de chuva para esta terça-feira, o que tranquiliza moradores e autoridades.

Dona Maria cria os quatro filhos em uma pequena casa de madeira, que já foi atingida diversas vezes pela enchente. Ela precisa de madeiras para reconstruir o chão da casa

Desmoronamentos também preocupam

Mas engana-se quem pensa que os alagamentos e inundações são as únicas consequências de vários dias de chuva. Em Lages, outro risco surgiu, inclusive, com alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), que adota uma estrutura técnico-científica especializada, desenvolvendo capacidade científica, e de inovação para continuamente aperfeiçoar os alertas de desastres naturais.

O objetivo principal da Instituição é realizar o monitoramento e emitir alertas de desastres naturais que subsidiem salvaguardar vidas e diminuir a vulnerabilidade social, ambiental e econômica decorrente desses eventos.

O alerta do órgão vem porque mais de mil casas estão em áreas de risco. O Bairro Morro Grande é um dos pontos de monitoramento da Defesa Civil, em Lages. As equipes circulam nos bairros para orientar e tirar dúvidas dos moradores quanto ao desmoronamento de terra.

A engenheira ambiental da Defesa Civil, Roberta Machado explica que além da chuva, outros fatores que contribuem para a movimentação de terra, é a construção em locais inadequados e os cortes feitos nos barrancos com ângulo acima de 30°C. No Bairro Petrópolis, um muro desmoronou, porém, Roberta explica que a chuva foi apenas uma condição a mais que favoreceu a queda das pedras.

Há alerta do Cemaden de perigo de movimentação de massa em Lages, devido ao solo encharcado

Alagamento

Como a Serra Catarinense já vinha de vários dias com estiagem, a chuva foi o suficiente para acabar com o alerta de emergência, além de contribuir para que o rio não saísse do leito do rio. O secretário executivo da Defesa Civil de Lages, Jean Filipe, explica que há monitoramento constante tanto em Lages, quanto no Rio Caveiras, pois, é depois que para a chuva que o nível do rio começa a subir, já que há represamento de água.

Defesa Civil faz monitoramento nas réguas instaladas no Rio Carahá

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