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Chega ao fim, a história do Aristiliano

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O trabalho é realizado com uma escavadeira hidráulica, que faz a demolição de fora para dentro - Foto: Vinicius Prado

“Onze anos da minha história foram ao chão”. Este é apenas um dos relatos de ex-alunos e pessoas que estudaram ou fizeram parte do Colégio Aristiliano Ramos, no Centro de Lages. O processo demorou, mas a demolição começou e muita gente ficou descontente com a decisão.

“Muito triste ver isso. Parece que estou perdendo algo de mim”, comentou outra pessoa que estudou na escola. “Triste! Demolindo o Colégio Aristiliano Ramos. Estudei por muitos anos, boas lembranças”. Essas conversas surgiram nas redes sociais, mas a indignação de alguns não ficou somente na internet.

Durante a demolição, que começou na manhã de sexta-feira, as pessoas que circulavam pelo Centro paravam para ver o trabalho da escavadeira hidráulica que já derrubava as paredes da parte de trás da antiga instituição. As conversas não diferenciavam muito das redes. “Quando eu estudei aí…”, começavam os relatos de pessoas, que lembravam dos tempos de escola e contavam aos próximos, na Praça João Costa.

Entretanto, outros comemoram a demolição. “Até que enfim. Renovar para crescer. Construção muito velha, abrigo de cupins e outros insetos”. Quem não se importou, apenas ressaltou não ser a melhor época para fazer isso, alegando o grande fluxo de pessoas no Centro, em decorrência do Natal.

Demolição_ Era estimado que o colégio fosse demolido em 48 horas. Até a tarde de sexta, somente a parte de trás do colégio havia sido derrubada. A empresa responsável, a Incopedra, garante que o serviço é rápido. O secretário da Agência de Desenvolvimento Regional, João Alberto Duarte, explicou que após a demolição, todos os resíduos serão levados a outra empresa de reciclagem de materiais de construção.

Além disso, alguns materiais serão reutilizado num trabalho conjunto com a Secretaria Municipal de Habitação. Para o prefeito de Lages, Antonio Ceron, é essencial essa etapa para a revitalização do Centro começar logo. Ele diz que a demolição é a resolução de um processo longo e demorado.

Manifestação contra a demolição do prédio

As manifestações contra a demolição do Aristiliano Ramos acontecem há tempos. Desde que foi anunciada a derrubada do colégio para dar lugar à revitalização do Centro e, consequentemente, à ampliação da Praça João Costa, diversas pessoas se mostraram contra. Entre elas, o ex-vereador Marcius Machado. Desde o início, ele lutou para que a decisão fosse derrubada seja por meio da lei orgânica e, também, acompanhando o processo na Promotoria do Meio Ambiente.

Na tarde de quinta-feira, ele e outras duas pessoas se reuniram em frente ao monumento do Nereu Ramos e acenderam velas em forma de protesto. Nas redes sociais, ele convocou as pessoas a participarem da manifestação contra a demolição do prédio. Segundo relatos, algumas poucas pessoas estiveram presentes à noite e também acenderam velas em frente à estátua.

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