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Casan deve assumir rede coletora de esgoto em outubro, em Otacílio Costa

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A antiga caixa de gordura da casa de Luiz Silvestre foi desativada, para dar lugar à ligação da nova rede coletora de esgoto - Fotos: Núbia Garcia

A antiga caixa de gordura, construída no quintal da casa da família de Luiz Silvestre, 68 anos, ainda na década de 1980, finalmente foi aposentada. Isso porque a família mora no Bairro Pinheiros, em Otacílio Costa, e faz parte dos 40% da população que será beneficiada com o novo sistema de tratamento de esgoto da cidade.

Com a construção da rede coletora, cerca de 1.300 unidades consumidoras deverão fazer a ligação de suas residências com a rede, tirando de funcionamento não apenas a caixa de gordura da casa do seu Luiz, mas inúmeras outras caixas de gordura, sumidouros e fossas. “A gente gasta um pouco [pra fazer a ligação], mas vai ser bom para toda a comunidade, especialmente porque vai valorizar mais ainda as nossas casas”, comenta o morador.

O tratamento de esgoto é um direito previsto na Lei do Saneamento Básico, sancionada em 2007, e tem impacto em aspectos econômicos e sociais, mas sobretudo na saúde pública. Tratar esgoto doméstico impacta na preservação do meio ambiente, pois sem os cuidados adequados, este esgoto contamina rios, lagos, represas e mares, devido ao excesso de sedimentos e micro-organismos que podem causar doenças, como a esquistossomose, leptospirose, cólera e piodermites, que podem ser transmitidos pela água.

Com custo de aproximadamente R$ 21 milhões, financiados pela Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), a obra para implementação do sistema em Otacílio Costa teve início em 2015 e, a partir de outubro de 2018 a agência local da Companhia de Águas e Saneamento (Casan) deve assumir sua operação. O sistema abrange caixas de inspeção, rede coletora e poços de visita, implementados em sete bairros, e uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE).

“A gente precisa que a população entenda que este é um investimento muito bom pro município, é de saúde pública que nós estamos falando, e valoriza a residência onde passou a rede”, comenta o chefe da agência da Casan em Otacílio Costa, Alceu Dias Antunes.

Segundo ele, com o tratamento, o esgoto que polui o meio ambiente passará a ser tratado antes de ser devolvido para a natureza, chegando a quase 100% de purificação. Serão beneficiados parcialmente os bairros Santa Catarina, Centro Administrativo, Floriano, Vila Feliz, Poço Rico, Vila Pinheiros. O Bairro Targino é o único com abrangência total.

Alceu mostra a Estação de Tratamento de Esgoto, que é uma das partes do novo sistema de tratamento implementado na cidade

Tarifa em dobro

Com a conclusão do serviço de implementação da rede de esgoto, cabe agora aos moradores beneficiados executarem a ligação com a caixa de inspeção, que conecta o imóvel à rede coletora. Na semana passada a própria Casan ofereceu um treinamento para encanadores da cidade, a fim de torná-los aptos para fazerem estas ligações adequadamente.

A Casan assume a manutenção do sistema em outubro e, a partir de dezembro deve iniciar a cobrança pelo serviço de tratamento de esgoto. De acordo com Alceu o valor da tarifa é definido pela Agência Reguladora Intermunicipal de Saneamento (Aris).

Ele acredita que a tarifa de esgoto terá custo proporcional ao da tarifa de água. Ou seja, quem hoje paga a tarifa básica pela água, por exemplo, que custa cerca de R$ 44, passará a pagar outros R$ 44 pelo tratamento de esgoto.

As famílias beneficiadas com tarifa social na água terão o mesmo benefício para o esgoto. Alceu explica que o valor arrecadado com esta tarifa será utilizado para a manutenção do sistema de tratamento de esgoto, contudo, ele ainda não tem uma estimativa do gasto mensal da Casan com a oferta do serviço.

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