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Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe em Santa Catarina começa na próxima segunda

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Foto: Divulgação

A 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra Influenza em Santa Catarina será realizada de 23 de abril, próxima segunda-feira, a 1º de junho, sendo dia 12 de maio o dia D de mobilização nacional.

A campanha nacional é realizada todos os anos na segunda quinzena de abril, período considerado de sazonalidade da doença. “O objetivo da campanha é reduzir complicações, internações e mortalidade decorrentes das infecções pelo vírus da influenza na população-alvo da vacinação”, observou o secretário da Saúde Acélio Casagrande.

O assunto foi tema da coletiva de imprensa promovida pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive),  na manhã desta quinta-feira, 19, onde foi destacada a importância da imunização contra o vírus influenza (gripe).

Quase 2 milhões devem ser vacinados

Em Santa Catarina, a população alvo para a vacinação é composta por 1.844.225 pessoas pertencentes aos seguintes grupos prioritários: crianças entre 6 meses e 5 anos; gestantes; puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; povos indígenas; professores do ensino infantil, fundamental e médio e de universidades públicas e privadas; indivíduos com 60 anos ou mais; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A Dive destaca que a vacinação será oferecida gratuitamente em todas as 1.103 salas de vacina da rede pública de saúde do Estado para os grupos prioritários. A meta é alcançar uma cobertura de pelo menos 90%. Até o momento, Santa Catarina recebeu 761 mil doses da vacina contra a influenza, o que representa 37% do total.

Preparação dos serviços

A SES está preparando os serviços para a temporada de inverno, em que há um aumento na circulação do vírus influenza. “Está sendo promovida uma ampla divulgação da definição de caso, dos critérios de classificação de risco e do protocolo de atendimento para os profissionais da saúde, para qualificar o atendimento a casos suspeitos.

Também será feito o monitoramento diário da ocupação de leitos hospitalares de UTI e de respiradores, para promover o contingenciamento e a ampliação, caso seja necessário”, informou Eduardo Macário, diretor da Dive.

É importante prestar atenção aos sintomas da gripe que, em geral, são febre alta, calafrios, tosse, dor de cabeça, dor de garganta, falta de ar, cansaço e dores musculares. “Quem estiver com febre alta, tosse e falta de ar deve procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível, para atendimento precoce e qualificado. O tratamento é mais eficiente quando iniciado nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas”, alertou Fábio Gaudenzi, superintendente de Vigilância em Saúde.

O tratamento precoce com medicamentos antivirais ajuda a evitar a evolução para formas graves que podem levar à internação e ao óbito.

Em 2017, foram distribuídas mais de 881 mil cápsulas de fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) para todos os municípios. Esse ano, até o momento, já foram distribuídas 196 mil cápsulas. O Estado possui mais de 1 milhão de cápsulas em estoque, podendo distribuí-las imediatamente conforme a demanda, além de solicitar mais ao Ministério da Saúde.

“É importante que o antiviral esteja em todas as unidades de saúde, para ser utilizado pelo paciente assim que for dispensado pelo médico”, complementou Gaudenzi.

Reforço na prevenção

A transmissão dos vírus influenza se dá por meio do contato com secreções eliminadas pelas vias respiratórias da pessoa contaminada ao falar, tossir ou espirrar. Ela também ocorre quando mãos e objetos contaminados entram em contato com mucosas, como boca, olhos e nariz.

“O vírus da gripe permanece por horas no ambiente, principalmente em superfícies tocadas por diversas pessoas, como corrimões, interruptores de luz, maçanetas, carrinhos de supermercado, entre outras”, ressalta a enfermeira Vanessa Vieira da Silva, gerente de Imunização da Dive.

O compartilhamento de materiais escolares, brinquedos, canetas, teclados de computador, por exemplo, também contribui para a transmissão. Por isso, segundo Vanessa, é importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool gel, além de evitar tocar os olhos, a boca e o nariz após o contato com essas superfícies.

A Dive orienta a população a adotar cuidados simples para evitar a doença. Entre esses cuidados estão: lavar as mãos várias vezes ao dia, cobrir o nariz e a boca ao tossir e espirrar, evitar tocar o rosto, não compartilhar objetos de uso pessoal e evitar locais com aglomeração de pessoas.

Pacientes já cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do Sistema Único de Saúde (SUS) devem se dirigir aos postos cadastrados. Saiba onde buscar a vacina no site www.gripe.sc.gov.br .

Unidades sentinelas

O Estado possui uma rede de unidades sentinelas para a vigilância da influenza distribuída em sete serviços de saúde que monitoram a circulação do vírus por meio de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG).

Esses serviços estão localizados em Joinville, com 2 Unidades Sentinelas de SRAG, uma no Hospital Regional Hans Dieter Schmidt e outra no Hospital Jeser Amarante Faria, e 1 unidade de SG na UPA 24h no bairro Aventureiro; em Florianópolis, com 2 Unidades Sentinelas de SRAG, no Hospital Nereu Ramos e no Hospital Infantil Joana de Gusmão, e 1 de SG na UPA Sul da Ilha; e em São José, com 1 Unidade de SG no Hospital Regional Homero de Miranda Gomes.

Tétano

Em Santa Catarina, a vacinação contra o tétano será intensificada durante o período de campanha contra a gripe, especialmente para os adultos, grupo que apresenta baixa cobertura vacinal. Quem não tiver carteira de vacinação, ou a tiver perdido, também pode procurar o posto de saúde para tomar a vacina.

“Essa é uma estratégia estadual, pois ainda que tenhamos poucos registros de tétano em Santa Catarina, boa parte dos casos se apresenta de forma grave e, frequentemente, evolui a óbito. Isso é inaceitável, pois o tétano é uma doença totalmente prevenível por vacina”, explica Vanessa.

No ano passado, 12 casos de tétano acidental foram confirmados no Estado, sendo a maioria entre pessoas maiores de 50 anos, dos quais 4 evoluíram para óbito. Isso representa uma taxa de letalidade de 33,3% acima da taxa nacional, que foi de 32,6%. A vacinação é a única maneira de evitar a doença, mas é preciso tomar três doses para garantir a imunização, com reforço a cada 10 anos.

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Rio Carahá virou córrego de esgoto

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Foto: Susana Küster

O Rio Carahá possui cerca de 7 mil metros de extensão que cortam  boa parte da cidade de Lages e, ao longo de todo o trecho, recebe esgoto sem tratamento. A afirmação é do secretário da Semasa, Jurandi Agostini, e confere com o cheiro em determinados locais do rio.

Em alguns pontos, principalmente em dias de calor, o odor fica mais forte. Mas, quando está frio, também há mau cheiro. A água escura e com lixo em muitos pontos, dá a impressão que o rio, vindo de duas nascentes que despejam água limpa, virou esgoto a céu aberto. 

Há galerias em vários trechos e todas despejam água suja no leito do Carahá. Dentro de uma  dessas galerias, por exemplo, perto do cruzamento com a Avenida Papa João XXIII, há dois pneus.

Especialmente após a ocorrência de alagamentos, vários objetos comprovam como o Carahá está poluído. Sacolas, garrafas PET, madeiras e até um sofá e uma geladeira já foram encontrados. Na semana passada, apareceu uma espuma branca em um dos pontos do rio e a água foi coletada para análise. Desconfia-se ser proveniente de produtos de limpeza ou de produtos químicos.

Para o secretário, a situação seria melhor se as pessoas cumprissem a lei. “Onde não tem esgoto, é preciso ter fossa e filtro. O que deve estar acontecendo é que as fossas não são limpas ou nem existem em algumas propriedades”.

Outro ponto que piora a situação, de acordo com Jurandi Agostini, são as construções irregulares pelo lixo que geram e também pela falta de espaço que a secretaria tem para arrumar a rede.

Além do esgoto, o leito também serve para receber as águas da rede pluvial. “Com o tempo, quem sabe, as pessoas possam pescar e nadar nele de novo. Mas ainda há muito trabalho a ser feito e a fiscalização deverá ser intensa,” diz o secretário.

Como melhorar

O percentual de esgoto tratado da cidade é outro indicador preocupante, pois, segundo o secretário da Semasa, apenas 23% do esgoto recebe tratamento. A expectativa é que esse número mude quando os Complexos Araucária e Ponte Grande ficarem prontos.

No caso do primeiro, a previsão é que até o fim do mês os testes na rede se iniciem e quando funcionar de forma efetiva, o índice de tratamento de esgoto aumentará 25%, totalizando 48%. Quando o Complexo Ponte Grande funcionar, o secretário afirma que esse percentual subirá para 85%. “Mas até isso acontecer, vai demorar um pouco.”

Espuma no Carahá era de detergente

Por Patrícia Vieira

Uma espuma branca que apareceu no Rio Carahá, no encontro das avenidas Belisário Ramos e Presidente Vargas, no Centro de Lages, no dia 9 de maio, despertou a curiosidade dos moradores. O engenheiro químico do Consórcio Águas do Planalto, Altherre Branco, explica que após análises, verificou-se que a o fenômeno foi causado por detergente.

Ainda a partir da análise laboratorial, também constatou-se que a espuma apareceu pela falta de chuva. Devido à baixa vazão da água, e à presença de esgotos domésticos não tratados que dificultam a decomposição de detergentes.

Neste caso, a espuma no Rio Carahá originou-se de um agente ativo que existe em detergentes que sai do esgoto das pias.. “Não há o que temer, já que a espuma não é considerada tóxica”, afirma o engenheiro. Pois com a falta de chuva, os produtos se acumularam no trecho pela falta de oxigênio na água.  

Ainda de acordo com o engenheiro químico, não há mais concentração de espuma no local. Apenas bolhas se formam devido à força da queda da água. Ele ressalta que o fenômeno foi em ponto isolado, e não há registro em outros pontos do rio.

Altherre Branco cita reforça que a implantação da rede de esgoto em toda a extensão da avenida Ponte Grande e do Complexo Araucária irá contribuir para que o esgoto doméstico não seja despejado nos rios.

 

Apenas bolhas se formam no local devido a queda da água – Foto: Patrícia Vieira

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Serra Catarinense começa a cultivar lúpulo

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Planta depois de colhida no Centro de Ciências Agroveterinárias - Foto: CAV/ Divulgação

Uma nova alternativa de produção chega à Serra Catarinense para os agricultores. O lúpulo, uma planta tradicionalmente usada, junto ao malte, a água e a levedura, na fabricaçāo da cerveja, chega aos campos como nova alternativa para incrementar a economia da região, com expectativas de crescimento da renda de produtores. Por isso, neste sábado (19), será criada em Lages, a Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. O evento será no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc).

Foi com o aumento das microcervejarias que os produtores começaram a perceber os benefícios de  cultivar o lúpulo, já que é o único ingrediente para a produção de cerveja que precisa ser importado.

A Alemanha é o país com a maior produção. A doutoranda do CAV que pesquisa sobre a planta, Mariana Mendes Fagherazzi, explica que este movimento de cultivo começou há cerca de cinco anos e vem se intensificando.

Em uma reunião no Rio Grande do Sul, os produtores declaram a importância de criar uma associação. Mariana ressalta que, como ainda é um cultivo novo no País, é preciso a realização de pesquisas e análises de dados, com isso, a criação de uma associação, irá aumentar as oportunidades para o melhoramento do cultivo.

Pesquisa

Há seis meses, o lúpulo começou a ser plantado no CAV, em Lages. Neste período, foram colhidos 22 quilos da planta, de 22 tipos diferentes. Com a colheita, é realizada a produção de cerveja para analisar a qualidade.

Mariana também destaca as particularidades da planta regional, que tem capacidade para ser utilizada na produção de cervejas de melhor qualidade. Isto porque, o lúpulo proveniente da importação é de safras mais antigas e não chega com a melhor propriedade.

Na Serra Catarinense, a temperatura amena durante o verão auxilia na produção de um lúpulo com melhores características. Mariana ressalta que o investimento inicial é de R$ 145 mil, que chega a ser pago na primeira safra, já que o quilo da planta é vendido de R$ 35 a R$ 50.

Produtores

O técnico em agronegócio Alexander Creuzi faz parte dos produtores que resolveram investir no cultivo do lúpulo na Serra Catarinense. Há dois anos, começou a estudar sobre o assunto e o interesse cresceu.

Atualmente, cultiva um hectare da planta em Lages e tem expectativas sobre o futuro. Além da importância da criação da associação, ele destaca que é preciso que novos produtores se interessem pelo cultivo, para a comercialização de grande quantidades.

Na Serra Catarinense, são cerca de cinco produtores, que se juntarão a outros 50 de estados como Paraná e Rio Grande do Sul, que farão parte da Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. Além da criação neste sábado, os associados definirão o primeiro presidente da instituição. O encontro acontece às 9h30, no CAV.

Sobre a planta

O lúpulo é um conservante natural, sendo essa uma das principais razões para ser adotado na produção de cerveja. A evidência mais aceita do primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, no jardim de um prisioneiro de origem eslava, próximo a Gensenfeld, no distrito de Hallertau, região da atual Alemanha.

Era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamental em jardins em áreas subtropicais e temperadas.

Também é usado em pequena escala na alimentação, produzindo o chamado “aspargo de lúpulo”.  Em 1516, o duque Guilherme IV, da Baviera, instituiu a lei conhecida como Lei de Pureza da Cerveja, Reinheitsgebot, que determinava que os únicos ingredientes utilizados na elaboração fossem a água, o malte e o lúpulo.

 

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Polícia Civil investiga circunstância do desaparecimento de menina, em Urubici

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A Polícia Civil de Urubici e o Instituto Geral de Perícia (IGP) de São Joaquim continuam com duas linhas de investigação (informações são conflitantes) sobre o caso da menor de 13 anos, que foi encontrada atordoada em um barracão no Centro de cidade.

A adolescente sumiu por três dias e quando foi encontrada contou que teria sido amarrada por alguns homens. Ela foi levada ao hospital para exames médicos. A perita, Tarine Almeida Medeiros, disse que foram coletados material no local onde a menor foi encontrada e serão encaminhados  para o laboratório do Instituto Geral de Perícia de Florianópolis. “Aguardamos os laudos para seguir com as investigações”, antecipou.

Casos não têm ligação

O desaparecimento, em Urubici, de outra adolescente de 13 anos não tem ligação com o caso acima, conforme explica o agente de Polícia da Comarca de Urubici, Érico Vieira.

A garota, de acordo com ele, entrou em contato com  a família na quarta-feira e voltou para casa. A menor estava vivendo com  um homem em Lages. Ele vai responder pelo delito, por ela ser uma criança.

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