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Caminhoneiros só voltam se o diesel baixar

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Foto: Susana Küster

Em meio as paralisações de caminhoneiros pelas rodovias do país, a Petrobras anunciou ontem, mais um aumento da gasolina e do diesel. Este foi o 11º aumento nas últimas duas semanas e os preços sobem de novo hoje. Dados da Agência Brasil são de que a gasolina vai subir 0,9% e o diesel 0,97%. Com o reajuste, o preço da gasolina nas refinarias passa a custar R$ 2,0867 enquanto o do óleo diesel sobe para R$ 2,3716.

Neste mês, a gasolina subiu 16,07%. O diesel já recebeu sete aumentos consecutivos, só no mês de maio, o combustível aumentou 12,3%. O aumento do combustível gera alta no transporte dos caminhoneiros, que impacta no preço dos alimentos e produtos em geral.

A greve dos caminhoneiros não tem data para acabar, segundo o diretor regional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística, Jorge Flores de Oliveira. Na segunda-feira (21) de tarde, ele e cerca de 50 caminhoneiros pararam no Km 245, na BR-116, no pátio do posto Ampessan, em Lages. Ninguém era obrigado a parar no trecho, mas grande parte dos caminhões aderiram à paralisação.

Para os caminhoneiros autônomos, Luiz Mendes e Nilson Rodrigues, o aumento constante do combustível já se tornou abusivo. Mendes também reclama da cobrança do pedágio quando os eixos dos caminhões estão erguidos, sendo que a Lei Federal nº 13.103/15, proíbe. A assessoria de imprensa da Autopista Planalto Sul, contesta a informação, dizendo que não cobra.

Reivindicações

Segundo a Associação Brasileira de Caminhoneiros (Abcam), que organiza o movimento, os caminhoneiros reivindicam que as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sejam zeradas, além da isenção da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico). Os impostos representam quase a metade do valor do diesel na refinaria. A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), que representa os donos de postos, também pede mudanças tributárias.

Motivos da alta

Em julho de 2017, o governo implantou na Petrobras o sistema de reajuste diário dos preços. O objetivo era de competir com combustíveis importados por outras companhias. Desde então, até o dia 12 de maio deste ano, a gasolina acumulava alta de 26% e o diesel de 30%. Vale lembrar que a inflação do período foi de 3,8%.
Desde quando o novo método de reajustes foi adotado, o preço do diesel comercializado nas refinarias subiu 57,78%.

Reunião

O presidente Michel Temer fez uma reunião de emergência para discutir a alta dos preços dos combustíveis com os ministros Moreira Franco (Minas e Energia), Eduardo Guardia (Fazenda), Eliseu Padilha (Casa Civil), Esteves Colnago (Planejamento) e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid. Até o fechamento desta edição, a reunião não havia acabado.

 

Fetrancesc se posiciona contra aumentos

A Federação das Empresas de Transporte de Carga do Estado de Santa Catarina (Fetrancesc) é contrária à nova política de preços da Petrobras e é solidária ao movimento de paralisação nacional dos caminhoneiros. Em nota, a entidade diz que desde a implantação da política de preços da estatal, em junho de 2017, houve aumentos extremamente prejudiciais ao setor dos transportes, aquele que movimenta a economia do Brasil.

O texto ainda diz que os aumentos são um exagero, diante de uma taxa de inflação abaixo da média e da excessiva carga tributária do Brasil que incide no transporte. A proposta da Fetrancesc para os caminhoneiros é de que eles nem saiam dos pátios das empresas para garantir o direito de ir e vir de todos. A entidade espera que o governo revise a tributação federal dos combustíveis e que reveja a política adotada pela Petrobras.

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Árvore caiu em cima de casa no Santa Clara

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Foto: Defesa Civil/Divulgação

Na tarde deste domingo (24) a equipe técnica da Defesa Civil Municipal atendeu uma ocorrência de queda de árvore sobre uma residência, na avenida Sebastião Antônio Figueiredo, no Bairro Santa Clara, em Lages.. Neste caso não houve vítimas, somente os danos materiais. A queda foi causada pela tentativa frustrada de corte da árvore, realizada por pessoas sem experiência para o serviço, não acompanhamento de um órgão de segurança responsável e também a não utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil, Jean Felipe Silva de Souza, foi feita no local a retirada do tronco da árvore e a limpeza da área, eliminando assim, o risco de novos acidentes. “Para a realização deste tipo de serviço as pessoas devem comunicar os órgãos responsáveis para que possamos passar todas as orientações de segurança. São medidas muitos importantes e que evitamos acidentes como este. Aqui foram registrados somente danos materiais, mas poderia ter sido algo mais grave”, disse Jean.

 

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Piloto de moto fica gravemente ferido

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Fotos: Águia 04/Divulgação

O helicóptero Águia 4 foi acionado para prestar suporte aéreo a uma vítima de acidente neste domingo (24). Um piloto que praticava motocross ficou gravemente ferido após acidente, no interior do município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A identidade da vítima não foi divulgada.

No local, a equipe médica do Samu verificou que a vítima apresentava Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Com isso, foi conduzido para Lages, pelo helicóptero. O trajeto durou apenas em apenas 10 minutos, sendo que, por solo, o tempo de deslocamento aproximado seria de 50 minutos, devido ao local ser de difícil acesso.

A equipe do Águia 4 salienta que com o apoio do helicóptero, é possível levar uma espécie de UTI até o local do acidente. Além disso, uma a equipe médica do Samu, equipamentos especiais e medicamentos, que, aliado ao curtíssimo tempo, poderão influenciar de maneira muito positiva na recuperação do paciente.

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Mais de 250 mulheres precisaram de proteção da Polícia Militar

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Foto: Andressa Ramos

Lages é conhecida por ser uma cidade machista e com alto índice de casos de violência contra a mulher. Por diversos fatores, como medo e insegurança, muitas das vítimas não conseguem denunciar seus agressores. Porém, a denúncia é importante para garantir que menos mulheres sejam agredidas e que os homens se conscientizem de tal fato covarde.

Prova de que a cidade tem números altos de violência à mulher, é o número de medidas protetivas que a Polícia Militar, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, acompanha. De fevereiro, mês do lançamento do programa na cidade, para cá, 258 mulheres foram atendidas; destas, 35 ainda estão em acompanhamento. 65 falaram aos policiais que não seriam mais necessárias as visitas, já que oficializaram as separações ou reataram.

A Rede Catarina entra em ação depois de receber, do Judiciário, as medidas protetivas. E a atenção não é voltada apenas à mulher, mas, também, ao agressor, a fim de saber se está cumprido o que é determinado pela medida, como ficar longe da mulher.

Na rede, atuam dois policiais, sendo uma mulher e um homem, para que na hora do atendimento possam conversar com vítima e agressor. As visitas acontecem nas casas onde estão os dois, para saber como está o relacionamento. C

aso o agressor seja visto novamente na casa da mulher, repetindo o crime ou chegando perto da casa sem o consentimento da mulher, pode ser preso. Desde abril, descumprir decisão judicial de medidas protetivas de urgência prevê pena de detenção de três meses a dois anos.

O coordenador da Rede de Catarina de Proteção a Mulher na cidade de Lages e Região, sargento Goedert, explica que a Rede Catarina trabalha em parceria com outros órgãos. “Periodicamente, nos reunimos para alinhar procedimentos.”

Diariamente, em média, a Polícia Militar recebe de quatro a cinco medidas protetivas para o acompanhamento. O sargento acredita que o número cresce devido ao sentimento de empoderamento das mulheres e, depois poderem contar com o apoio da Polícia Militar. “Depois que a Rede Catarina foi implantada, elas sabem que têm esse amparo. É importante que estejam empoderadas para denunciar”, ressalta.

Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

  • 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
  • 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.
  • 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

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