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Caminhoneiros não têm previsão de voltar a rodar

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Os caminhoneiros que estão na paralisação às margens da BR-116, em Lages, não têm previsão de sair do local. Assim, como o movimento dos caminhoneiros nos outros estados, eles só vão sair após os pedidos serem acatados pelo Governo Federal e oficializados no Diário Oficial da União, como ressalta Jorge Flores, um dos organizadores do movimento em Lages. Eles querem a redução dos impostos em todos os combustíveis e não somente no diesel.

O decreto presidencial na tarde de sexta-feira (25) mandava usar as Forças de Segurança Nacional para desobstruir os trechos de rodovias que estavam bloqueados por manifestantes, o que não é o caso na Serra Catarinense. Na região, não há nenhum trecho das rodovias bloqueadas e os caminhões parados ficam às margens. Os caminhoneiros que estão concentrados em Lages ressaltam que não há baderna e que é expressamente proibido o uso de bebida alcoólica no movimento e assim eles mantêm a ordem.

Às 16 horas deste sábado haverá uma carreata de apoio à paralisação, que segue da rua Correia Pinto no centro até o local onde estão os caminhões, na BR-116.

Voluntários

 

Serviços de atendimento de saúde, como aferição de pressão e curativos, foram disponibilizados aos motoristas no acampamento às margens da rodovia na manhã deste sábado por servidores municipais de Lages ligados ao Sindserv e ao Simproel. A ajuda era de forma voluntária. No entanto, a partir das 14 horas, a Secretaria de Saúde de Lages passa a oferecer o serviço. Também neste sábado haverá corte de cabelo no local.

Doações da comunidade 

Ana Paula Mendes é uma das organizadoras do movimento em Lages e ressalta que os caminhoneiros estão recebendo muita ajuda da comunidade, que têm levado mantimentos, carvão, lenha, roupas, cobertores. “Somos muito gratos à ajuda da população”.

Ela conta que as empresas do entorno da manifestação, na BR-116, têm cedido seus espaços para o estacionamento dos carros e caminhões e também os banheiros para que todos possam manter as condições de higiene e banho. “Recebemos até mesmo doação de sabonetes, shampoo, itens de higiene”, destaca.

Ela também conta que lavanderias de roupas têm oferecido ajuda para lavar a roupa dos caminhoneiros acampados. E também os caminhoneiros lageanos ajudam a lavar a roupa de quem é de fora da cidade.

Os caminhoneiros também estão compartilhando os mantimentos que receberam e não dão conta de preparar. Eles doaram parte desses alimentos para os Asilos Menino Deus e Saseadla e também para a Casa de Apoio Filho Amado. Doações foram feitas também ao Orfanato do Bairro Guarujá.

Missa

Na manhã deste sábado foi celebrada uma missa no local pelo padre José Virgilio da Silva da Paróquia do Rosário. Na celebração o padre destaca a dignificação e a valorização dos trabalhadores de todas as categorias.

Única caminhoneira

A jovem Patricia da Silva, de 26 anos, é a única caminhoneira que está parada no trecho de Lages. Ela dirige carreta e transporta carga seca. Há três anos ela está na profissão. Ela ressalta que sempre foi seu sonho ser caminhoneira e que nunca sofreu preconceito dos motoristas homens. Ela disse que sempre foi bem recebida por eles.

Ela é de Bom Jesus (SC) e mora em Xaxim no Oeste. Atualmente viaja por três estados.

Ela relembra que manifestação anterior ela estava no Nordeste do país e relata que o calor excessivo foi castigante na ocasião. E sobre estar parada, ela disse que a rotina de caminhoneira a faz estar acostumada a essas situações.

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