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Caminhão arrasta casa, mas não deixa feridos

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Foto: Bega Godóy

O motorista, José Spíndola, perdeu o controle do caminhão-caçamba na Avenida Santa Catarina,  na Curva da Morte, em Lages, e desceu numa ribanceira por cerca de 100 metros atingindo uma casa. Por sorte ninguém ficou ferido. Até a noite de quarta-feira (8), o caminhão que estava vazio, ainda não havia sido retirado do local.   

Era quase uma hora da tarde desta quarta-feira, horário em que algumas pessoas costumam descansar antes de retomar às suas atividades. Essa é a rotina da acadêmica de arquitetura e urbanismo, Andréia Sutil de Lima, 22 anos, que morava sozinha. Antes, ela sempre alimenta os dois cães, o Thor e Spike e a tartaruga e vai para casa da mãe, que fica na frente no mesmo terreno. Mas nesta quarta-feira (8) foi mais cedo, achava que iria chover.

Quando estava conversando com os pais ouviu um barulhão e virou para ver o que tinha acontecido. E viu sua casa de 18 metros quadrados, recém construída, destruída. O desespero tomou conta dela que teve que ser amparada pelos parentes e vizinhos, que não menos apavorados, se perguntavam como isso pôde acontecer. “Foi um livramento ninguém ter se machucado”, repetiam.

“Era para eu estar lá. Por poucos minutos me salvei”, disse Andréia, entre um soluço e outro. “A gente tenta ter as coisas. Trabalha para isso e num segundo tudo é destruído. Minhas roupas, minhas coisas tudo espalhado. Meu computador vale mais que tudo. A casa nem pintada foi, é novinha”, desabafa. “Quero ver se vamos ser ressarcidos dos prejuízos”, emendou o pai de Andreia, seu Luiz Expedito de Oliveira Lima.

 

O acidente

José Spíndola de 58 anos dirigia o caminhão-caçamba da Prefeitura de Lages e contou que num trecho da Avenida Santa Catarina, próximo de uma curva, tinha água no asfalto e por isso  o caminhão rodou, ficando descontrolado e desceu de ré por uns 100 metros.

O choque foi amortecido, porque durante o trajeto, o caminhão derrubou um poste e várias árvores, parando na casa de Andreia. “Não deu para controlar. Desceu muito rápido”, diz o motorista que trabalha há 36 anos na função. Seu José iria buscar material na Britaplan, perto do local do acidente, para levar ao Bairro São Paulo. Foi sorte ter árvores pelo caminho, senão o acidente seria grave, já que há outras casas muito próximas, que provavelmente seriam arrastadas.

A Defesa Civil, os Bombeiros  e a Polícia Militar estiveram no local. Os pertences da jovem foram retirados por meio de uma fresta pelos funcionários da Defesa Civil. Já o caminhão foi amarrado com cabos de aço, uma vez que houve problemas com o guindaste contratado para retirá-lo do local.   

 

Prefeitura vai ressarcir os prejuízos

Em nota, a Prefeitura de Lages garantiu que construirá uma casa de 25 metros quadrados. Prometeu abrigo público temporário, caso Andréia necessite. Também avaliará a melhor maneira de ressarcir os demais  prejuízos, como móveis e eletrodomésticos destruídos no acidente.

 

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