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Eleições

Bruno Hartmann (PSDB) candidato a deputado estadual

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Foto: Marcela Ramos

O Correio Lageano publica uma série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal dos municípios da Serra Catarinense. Essas entrevistas acontecem sempre às quintas-feiras às 10h30 e às 14h30, ao vivo, pelo Facebook, no CL Entrevista nas Eleições.

Correio Lageano: O senhor está na sua primeira legislatura na Câmara de Vereadores e está fazendo campanha para deputado estadual sem se licenciar do cargo. Nesses quase dois anos como vereador, o que o senhor fez de relevante que justifique os eleitores votarem no senhor para deputado?

Bruno Hartmann: As pessoas clamam muito pela transparência, costumo dizer que não prometemos uma nova política, já fazemos uma nova política. Não uso diária, nem telefones ou  linhas da Câmara de Vereadores. Nem meus assessores. Usamos nossos telefones particulares. Verba de gabinete, uso o mínimo. Fiz alguns projetos que beneficiam toda a sociedade, como a proibição dos fogos de artifício com estampido. O luminoso é bonito, tem de ser preservado. Tenho projeto para inclusão social, que é uma bandeira que me sinto em casa, porque fui convidado pela classe dos autistas e consegui aprovar uma lei. Apresentei moção para que os brinquedos dos parques da cidade tenham acessibilidade. Outro projeto que está em tramitação beneficia os idosos, uma pessoa com mais de 65 anos, com dificuldade de locomoção, que precisa coletar material para fazer exame, sugerimos que o laboratório mande um técnico na casa dela, logicamente, aos exames que podem ser coletados fora do laboratório. Tenho várias moções da causa animal, que é a minha bandeira, e sempre será. Agora, tenho a causa dos autistas, em parceria com pessoas maravilhosas que fazem um trabalho belíssimo no CER (Centro Especializado em Reabilitação) da Uniplac. Trouxemos emendas para a castração dos animais de rua, e mais uma emenda para a compra de um veículo de leva e traz, que vai pegar o cachorro na rua, castrar, vacinar e vermifugar, só que, infelizmente, terá de devolver para a rua porque não tem onde abrigar tantos animais.

O senhor se elegeu com o discurso em prol dos animais, inclusive, tem projetos nessa área, entretanto, em Lages, os animais continuam na rua. Na Assembléia Legislativa, o que o senhor poderá fazer para resolver esse problema?

Não existe vereador, deputado estadual, deputado federal e senador que, sem o acompanhamento do Executivo, faça algo. Em Lages, a situação [dos animais de rua] está pior, porque, na gestão passada, castrávamos de 12 a 15 animais por dia, fazíamos feiras de adoção, recolhiamos das ruas e levávamos ao Centro de Zoonoses para castrar e, depois, devolviamos às ruas. Se não tiver uma parceria com governos, nada vai mudar nunca. Da causa animal, aprovamos algumas leis. Outra em tramitação é sobre o que é considerado maus tratos. Atualmente, a lei 313 de Lages, diz que cachorro com uma corrente, com comida e um balde de água cheio de limpo, não é considerado maus tratos, o que é errado. Enquanto não tiver política pública de castração em massa, e fiscalização para multar quem abandona e maltrata, nada vai mudar, pode colocar a Luisa Mell para ser deputada que não vai conseguir mudar essa situação.

O senhor é novo na política, acredita que a sua experiência, de quase dois anos na Câmara de Vereadores, é suficiente para assumir um cargo na Assembleia Legislativa?

Não interessa se é nova ou velha na política, a pessoa tem de fazer uma nova política. O Brasil está desse jeito, por quê? Políticos de carteirinha, que tiveram uma vida inteira fazendo política. Precisamos abrir espaço para os mais novos. Não peço voto, mas que acompanhem minhas ações e como voto os projetos de lei, também a postura dentro de fora da Câmara de Vereadores. Essas leis que fiz aqui vou tentar fazer no Estado. Vamos tentar mudar a consciência das pessoas, tanto na causa dos autistas, que adoro, quanto na dos animais. O que faço em Lages, vamos poder fazer por Lages e por toda a região.

Por que o senhor acha que merece o voto dos eleitores?

Acho que mereço o voto dos eleitores, exatamente pelo que já falei. Não é ser novo ou velho na política, é vir com uma proposta nova. Não usamos (equipe) diária, viajamos com o nosso dinheiro. Não falto às sessões, cumprimos, sempre que podemos, o horário à tarde, das 13h às 19h no gabinete. Faço uma política com transparência e levo a sério, não estou aqui por esporte, mas pela confiança de 1.763 pessoas que votaram em mim. As pessoas vieram para a campanha (vereador), acreditaram no trabalho enquanto estávamos na prefeitura. Antes de tecer sua crítica, que é bem-vinda se for construtiva, pois serve para vermos uma determinada situação de outro ponto de vista, me acompanhem nas redes sociais.

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