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Brasil cai 17 posições no ranking da corrupção

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O Brasil ficou atrás de nações como Arábia Saudita, Burkina Faso, Sri Lanka, Ruanda e Timor-Leste - Foto: Divulgação

O Brasil ficou em 96º lugar no ranking da corrupção de 2017, tendo caído 17 posições, de acordo com a Transparência Internacional, que avaliou a percepção da corrupção no setor público de 180 países.

Quanto melhor a posição no ranking, menos o país é considerado corrupto. A 96ª colocação é o pior resultado do Brasil nos últimos cinco anos, segundo a Transparência Internacional. Em 2016, o Brasil ficou em 79º.

O Brasil ficou atrás de nações como Arábia Saudita, Burkina Faso, Sri Lanka, Ruanda e Timor-Leste, e está empatado com Colômbia, Indonésia, Panamá, Peru, Tailândia e Zâmbia.

Lideram o ranking de 2017 como os países considerados menos corruptos Nova Zelândia, Dinamarca, Finlândia e Noruega. No outro extremo, as piores colocações são de Afeganistão, Síria, Sudão do Sul e Somália.

Combate à Corrupção

Na análise da Transparência Internacional, a piora do Brasil acende o alerta de que o combate à corrupção pode estar em risco, e que a percepção dos brasileiros de que os fatores estruturais da corrupção nacional seguem inabalados, “tendo em vista que o Brasil não foi capaz de fazer avançar medidas para atacar o problema”.

Para o representante da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão, as grandes operações de investigação e repressão dos últimos anos, como a Lava Jato e seus desdobramentos, trouxeram avanços importantes na redução da expectativa de impunidade e no estabelecimento de um novo padrão de eficiência para estas ações.

Para ele, se as forças que querem “estancar a sangria” se mostram unidas, a população se polariza cada vez mais extremada do debate público. “O que acaba anulando a pressão social e agravando ainda mais a situação”, diz.

Critérios

O IPC pontua e classifica os países com base no quão corrupto o setor público é percebido por especialistas e executivos de empresas. Analisa aspectos como propina, desvio de recursos públicos, burocracia excessiva, nepotismo e habilidade dos governos em conter a corrupção.

Os países recebem notas de 0 a 100 – sendo 0 igual a alto grau de percepção da corrupção, e 100, alto grau de percepção de integridade no setor público.

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