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Banco de leite do Hospital Tereza Ramos prepara instalação de posto de coleta

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Foto: Cristiano Dalcin/ ADR Lages

O Hospital e Maternidade Tereza Ramos, em Lages, está preparando o banco de leite humano da instituição para também se tornar um posto de coleta, o sétimo no Estado, a partir do segundo semestre.

Neste sábado (19), é o Dia Nacional de Doação de Leite Humano, que busca sensibilizar a população para a demanda por leite humano como forma de garantir sobrevivência de bebês prematuros internados em UTI neonatais, quando as mães não conseguem suprir as necessidades dos filhos.

Além dessa data, Santa Catarina tem também a Semana Estadual de Doação de Leite Humano, realizada com a mesma finalidade. Em 2017, foram realizadas 9.244 visitas domiciliares e 74.793 atendimentos a mulheres catarinenses, das quais 6.476 foram doadoras de 13.773 litros de leite humano. As doações beneficiaram 8.211 recém-nascidos doentes ou prematuros.

Atualmente, no Hospital Tereza Ramos, todo leite é coletado apenas das mães que têm filhos internados na instituição. Porém, nem sempre as mães podem amamentar, por isso a necessidade de instalação de um posto de coleta.

“As vezes, as mães têm produção insuficiente ou estão ingerindo alguma medicação que impede a amamentação durante um período, e o leite materno é muito importante para o recém nascido”, explica a enfermeira responsável pelo banco de leite, Melissa Crestani.

Para que o posto de coleta seja instalado e entre em funcionamento no segundo semestre, a direção do Hospital Tereza Ramos tem realizado uma série de ações, como a capacitação da equipe de profissionais, como técnicos em enfermagem e nutricionistas, com o curso anual do Ministério da Saúde e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), e a aquisição e instalação de equipamentos necessários para a pasteurização, processo que garante a qualidade do leite materno após a coleta.

“A equipe já esteve na Maternidade Darcy Vargas, em Joinville, para conhecer um dos seis postos de coleta do Estado, e na próxima semana visita a Maternidade Carmela Dutra, em Florianópolis, para buscas informações e acompanhar as rotinas do posto de Capital”, destaca Melissa.

De acordo com a enfermeira, com o posto de coleta se poderá garantir maior qualidade de amamentação para os recém nascidos. “Poderemos ter o colostro, que é aquele leite inicial, que sai primeiro, além do intermediário, e o leite tardio.

Assim, o médico terá a opção de escolher o tipo de leite necessário para o recém nascido”, justifica. Já a estrutura física do banco de leite instalado no primeiro andar do Hospital Tereza Ramos recebeu adequações, conforme as normas vigentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

“Podemos estimar um investimento de R$ 400 mil nesta nova fase do banco de leite. Todos os serviços hospitalares precisam passar por alguns processos de capacitação e adequação para que possamos garantir um serviço de qualidade, ainda mais quando envolve um recém nascido”, explica a gerente de Enfermagem do Hospital Tereza Ramos, enfermeira Milena Machado Justino.

Instalado no primeiro andar do Hospital Tereza Ramos, o banco de leite funciona das 7h às 19h, mas as portas do Centro Obstétrico da instituição estão abertas 24 horas para receber gestantes e mães que necessitam de auxílio na fase de amamentação. “Amigo da Criança”, o Hospital Tereza Ramos está localizado na rua Marechal Deodoro, 799, Centro, em Lages. O telefone é (49) 3251-0022.

Por ADR Lages

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Árvore caiu em cima de casa no Santa Clara

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Foto: Defesa Civil/Divulgação

Na tarde deste domingo (24) a equipe técnica da Defesa Civil Municipal atendeu uma ocorrência de queda de árvore sobre uma residência, na avenida Sebastião Antônio Figueiredo, no Bairro Santa Clara, em Lages.. Neste caso não houve vítimas, somente os danos materiais. A queda foi causada pela tentativa frustrada de corte da árvore, realizada por pessoas sem experiência para o serviço, não acompanhamento de um órgão de segurança responsável e também a não utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).

De acordo com o secretário executivo da Defesa Civil, Jean Felipe Silva de Souza, foi feita no local a retirada do tronco da árvore e a limpeza da área, eliminando assim, o risco de novos acidentes. “Para a realização deste tipo de serviço as pessoas devem comunicar os órgãos responsáveis para que possamos passar todas as orientações de segurança. São medidas muitos importantes e que evitamos acidentes como este. Aqui foram registrados somente danos materiais, mas poderia ter sido algo mais grave”, disse Jean.

 

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Piloto de moto fica gravemente ferido

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Fotos: Águia 04/Divulgação

O helicóptero Águia 4 foi acionado para prestar suporte aéreo a uma vítima de acidente neste domingo (24). Um piloto que praticava motocross ficou gravemente ferido após acidente, no interior do município de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. A identidade da vítima não foi divulgada.

No local, a equipe médica do Samu verificou que a vítima apresentava Traumatismo Cranioencefálico (TCE) grave. Com isso, foi conduzido para Lages, pelo helicóptero. O trajeto durou apenas em apenas 10 minutos, sendo que, por solo, o tempo de deslocamento aproximado seria de 50 minutos, devido ao local ser de difícil acesso.

A equipe do Águia 4 salienta que com o apoio do helicóptero, é possível levar uma espécie de UTI até o local do acidente. Além disso, uma a equipe médica do Samu, equipamentos especiais e medicamentos, que, aliado ao curtíssimo tempo, poderão influenciar de maneira muito positiva na recuperação do paciente.

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Mais de 250 mulheres precisaram de proteção da Polícia Militar

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Foto: Andressa Ramos

Lages é conhecida por ser uma cidade machista e com alto índice de casos de violência contra a mulher. Por diversos fatores, como medo e insegurança, muitas das vítimas não conseguem denunciar seus agressores. Porém, a denúncia é importante para garantir que menos mulheres sejam agredidas e que os homens se conscientizem de tal fato covarde.

Prova de que a cidade tem números altos de violência à mulher, é o número de medidas protetivas que a Polícia Militar, por meio da Rede Catarina de Proteção à Mulher, acompanha. De fevereiro, mês do lançamento do programa na cidade, para cá, 258 mulheres foram atendidas; destas, 35 ainda estão em acompanhamento. 65 falaram aos policiais que não seriam mais necessárias as visitas, já que oficializaram as separações ou reataram.

A Rede Catarina entra em ação depois de receber, do Judiciário, as medidas protetivas. E a atenção não é voltada apenas à mulher, mas, também, ao agressor, a fim de saber se está cumprido o que é determinado pela medida, como ficar longe da mulher.

Na rede, atuam dois policiais, sendo uma mulher e um homem, para que na hora do atendimento possam conversar com vítima e agressor. As visitas acontecem nas casas onde estão os dois, para saber como está o relacionamento. C

aso o agressor seja visto novamente na casa da mulher, repetindo o crime ou chegando perto da casa sem o consentimento da mulher, pode ser preso. Desde abril, descumprir decisão judicial de medidas protetivas de urgência prevê pena de detenção de três meses a dois anos.

O coordenador da Rede de Catarina de Proteção a Mulher na cidade de Lages e Região, sargento Goedert, explica que a Rede Catarina trabalha em parceria com outros órgãos. “Periodicamente, nos reunimos para alinhar procedimentos.”

Diariamente, em média, a Polícia Militar recebe de quatro a cinco medidas protetivas para o acompanhamento. O sargento acredita que o número cresce devido ao sentimento de empoderamento das mulheres e, depois poderem contar com o apoio da Polícia Militar. “Depois que a Rede Catarina foi implantada, elas sabem que têm esse amparo. É importante que estejam empoderadas para denunciar”, ressalta.

Descumprimento de Medidas Protetivas de Urgência

Art. 24-A. Descumprir decisão judicial que deferiu medidas protetivas de urgência previstas nesta Lei:

Pena – detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos.

  • 1o A configuração do crime independe da competência civil ou criminal do juiz que deferiu as medidas.
  • 2o Na hipótese de prisão em flagrante, apenas a autoridade judicial poderá conceder fiança.
  • 3o O disposto neste artigo não exclui a aplicação de outras sanções cabíveis.

Art. 3o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 3 de abril de 2018; 197o da Independência e 130o da República.

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