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Bairro Habitação terá Carnaval de rua

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Luiz Lins é um dos fundadores da escola Protegidos de São Carlos - Foto: Camila Paes

Mesmo sem apoio financeiro para ser realizado, o carnaval no Bairro Habitação ainda será animado. O Grêmio Recreativo Escola de Samba Protegidos de São Carlos, promove na sexta-feira (9), um desfile pela Rua Álvaro Neri dos Santos, além da passagem de bloco e show com uma banda de pagode. Todo o evento será custeado com recursos próprios da escola.

Mesmo tendo declarado que daria viabilidade para a realização do Carnaval de rua em Lages este ano, a Prefeitura de Lages recebeu ofício do Ministério Público de Contas de Santa Catarina sugerindo que não fossem realizadas as festividades com apoio financeiro do município devido à falta de recursos para arcar com os desfiles.

O superintendente da Fundação Cultural, Gilberto Ronconi, ressaltou que a recomendação do Ministério Público de Contas não é impeditiva, mas serve como alerta que, para a realização do Carnaval, um outro cenário seria o mais adequado. Ele ressalta ainda que, em conversa com o prefeito em exercício Juliano Polese, o prefeito Antonio Ceron, o procurador Agnelo Miranda e o secretário Antonio Cesar Arruda, foi decidido acatar a recomendação do Ministério. “Assim, podemos trabalhar junto com as escolas e amantes do Carnaval para que um possível evento em 2019 esteja dentro do que a sociedade espera”, conclui o superintendente da Fundação Cultural”, conclui.

Trajetória

Desde 1983, Luiz Lins é presidente da Protegidos de São Carlos. Foi só durante um período de dois anos que esteve afastado, devido a um problema de saúde na família, onde, inclusive, Carnaval é coisa séria. Na garagem da casa, os adereços de costas feitos no ano passado, estão expostos. Eles serão usados novamente este ano, para o desfile do dia 9. Coloridos e brilhantes, os adereços foram produzidos pelos membros da escola, que também carregam com eles muito carinho pela festividade.

Quando tinha 14 anos, Luiz passou a frequentar a festa da escola Cravo Preto, no clube 1º de Julho, onde se descobriu passista. No começo da década de 1980, decidiu fundar a Protegidos de São Carlos, quando o Bairro Habitação ainda era um bairro pequeno, como forma de unir a comunidade. Até 2006, quando foi realizado o último desfile de rua em que as escolas receberam apoio financeiro da Prefeitura, a escola passou todos os anos pela Avenida Marechal Floriano. Na primeira vez em que desfilaram, tiraram 2º lugar e no ano seguinte, foram campeões.

Para continuar as atividades todos os anos, Luiz explica que são realizados eventos para a arrecadação de dinheiro. Entretanto, ele revela que não tem sido fácil. “Até para festa de igreja está difícil”, acrescenta. Mas, sem apoio, fica difícil para que a escola possa produzir suas fantasias. Neste ano, após o Carnaval, ele – que também é presidente da Liga das Escolas de Samba de Lages – pretende fazer uma reunião para que as escolas se unam e realizem ações que auxiliem para a volta do Carnaval de rua em Lages.

 

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