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Turismo

Atlantic Ocean Road: uma estrada fantástica

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Foto: Magnus Mundi/ Divulgação

Esta é a impressionante Atlanterhavsveien, a rodovia do Atlântico da Noruega (Atlantic Ocean Road), que avança sobre pequenas ilhas e recifes, e inclui oito pontes ao longo de seus pouco mais de oito quilômetros.

A ponte mais longa, com 8,3 quilômetros de comprimento, é chamada Storseisundet, e é conhecido por fazer uma curva acentuada, dando a impressão de parecer assustadora, como se no topo, a ponte terminasse abruptamente e qualquer tentativa de prosseguir, resultaria no veículo saindo para fora da estrada e caindo nas águas geladas abaixo.

A ponte Storseisundet ganhou o título de “Construção Norueguesa do Século” e é a segunda estrada panorâmica mais visitada da Noruega, só perdendo para Trollstigen (O Caminho dos Trolls), uma rodovia nas montanhas de Rauma e conhecida por seus mirantes, cachoeiras e paredões rochosos, numa sequência de onze curvas, na encosta íngreme.

Do outono em diante, especialmente, quando o tempo não está bom, o mar, furioso, parece querer arrancar a estrada de seu lugar — mas os veículos que circulam entre a ilha de Averøy e o continente, e vice-versa, prosseguem sem transtornos.

A rota foi originalmente planejada como uma linha ferroviária no início do século 20, mas o projeto foi abandonado. A estrada rodoviária, sendo planejada em 1970, só começou a ser construída em 1983.

Durante a construção, a área foi atingida por 12 tempestades de vento. A estrada foi aberta em 7 de julho de 1989, tendo custado 122 milhões de coroas norueguesas (NOK) e levou seis anos para ser feita.

Conhecida por suas formas fora dos padrões, a rodovia é construída interligando os muitos skerry – pequenas ilhas inabitadas – que transformam a estrada em atração turística. Ela é a rota mais visitada do país nórdico e uma das mais conhecidas em todo o continente europeu.

A estrada parte de Vevang e vai para Kárvág, passando por ilhas e fiordes – profundas entradas do mar no continente.

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Turismo

#CLentrevista o ex-ministro de turismo Luiz Barretto

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Foto: Andressa Ramos

Luiz Barretto é ex-ministro de turismo, especialista em empreendedorismo, gestão empresarial e pequenos negócios, com atuação nos setores público e privado. Nesta semana, esteve em Lages participando do 1º Workshop Identidade Cultural da Serra Catarinense.

Correio Lageano: A Serra Catarinense está criando a sua identidade cultural para explorar o mercado turístico. Ainda é o início, mas estamos no caminho certo?

Luiz Barretto: Com certeza, agregar, cooperar, ter uma identidade regional que faça com que toda a região cresça, que todo o território se potencialize, não apenas um destino turístico, que a gente possa repensar a região. Ter uma governança que olhe o conjunto das cidades da Serra Catarinense, é um ponto positivo e vai na direção correta. Todas as regiões turísticas que se desenvolveram, que se tornaram sustentáveis, são aquelas que trabalham de maneira cooperativa. Você tem um município que é mais forte em um aspecto, em um tipo de produto, no ecoturismo, por exemplo, o outro no turismo rural. Acho que esse é o caminho certo. A Serra Catarinense é um produto turístico que pode ser reforçado, pode crescer no mercado brasileiro.

Como o brasileiro vê a Serra Catarinense?

Eu vou dizer como paulista, o paulista ainda vai muito à Serra Gaúcha, mas sabe que aqui (Serra Catarinense) é o lugar mais frio, a gente vê imagens. Eu vim preparado para o frio, mas está quente. Tem referências importantes, Lages tem uma tradição no turismo rural, tem uma viticultura que está crescendo. Tem vários aspectos que são positivos, que precisam ser reforçados, trabalhados no mercado. Há uma grande concorrência e você tem um turista muito diferente do que tinha há 10 anos, que é o turista conectado e digital, que tem muita informação, que pesquisa e que compara. Esse mundo novo que a gente vive, também impacta a oferta turística e a demanda, como a gente deve entender o turista. Acho que a Serra tem todas as condições de se tornar um produto, não só para o catarinense, gaúcho ou paranaense, mas abrir mais o mercado de maneira geral. Tem um ponto de conectividade importante, aliás, tive a boa notícia, queria confirmar com vocês aqui, vamos ter voos da Gol novamente no aeroporto de Lages.

Quais os aspectos precisamos aperfeiçoar para sermos uma região ainda mais atrativa?

Vocês tem uma trabalho a ser feito, na gastronomia, por exemplo, que é uma identidade regional também. Trabalhar com que a oferta turística tenha acessibilidade, sinalização, ter um bom receptivo, criar aqui uma identidade que possa ser cooperativa, muita colaboração dos municípios. Uma governança do território que fique com o poder público e o setor privado e aí significa a melhoria da infraestrutura, a rede hoteleira, o serviço de wi-fi, são fundamentais, infraestrutura não só logistica da área urbana. A principal questão quando um turista vai para o local, a escolha dele, está muito pré-determinada, por exemplo, se tem wi-fi ou não. Vocês têm a 260 quilômetros daqui, uma Serra muito consolidada, que tem produtos muito parecidos com o que têm aqui. Mas vocês têm características próprias, uma estrada maravilhosa, há muitos anos fiz este trajeto da Serra do Rio do Rastro. Eu acho que todo local tem de procurar sua identidade, seus aspectos culturais, isso é fundamental para um conjunto da população envolvida. O turismo, evidentemente, pode ocupar um espaço maior na economia, no PIB local da região.

Qual é a importância do trabalho convergente entre poder público e privado para trazer o turista para a Serra?

Tem de ter o poder público, o setor privado, a universidade, o terceiro setor, todos unidos num sentido de reforçar esses aspectos. Não podemos ser só dependentes do poder público, o empresariado tem um papel importante. Mas algumas questões são do poder público, infraestrutura, a sinalização turística, a venda, como se potencializa no mercado, como se posiciona o produto turístico Serra Catarinense no mercado interno brasileiro. E aqui tem uma questão importante, para poder tomar decisão, modificar e crescer, a gente precisa entender quem vem para cá. Observatório com os números do turismo local, se são homens, mulheres, qual a idade, a principal procura, se é ecoturismo, turismo rural ou de eventos. Para ter decisão correta, alocar recursos que são sempre escassos, tem de ter muita informação, muitos dados, isso é decisivo para que os destinos sejam sustentáveis. A cooperação entre poder público e o setor produtivo é fundamental, a gente fala em território, em rota, não em uma cidade. A rota da Serra Catarinense tem de agregar o conjunto dos municípios, do poder público e do empresariado, não só o segmento hoteleiro, de toda a cadeia do turismo. Tratar de maneira única esse turista.

E a importância destes eventos, onde são debatidos os aspectos turísticos?

Todo território, toda cidade tem a sua identidade, os pontos fortes e os que precisam ser superados. Você tem um debate cultural. Vocês são um dos maiores produtores de maçã, de papel e celulose. Como você junta toda essa cadeia produtiva de valor, que não é só no turismo, mas em outras áreas. Como a gente transforma os atrativos naturais num produto turístico? Atender a demanda, vender. Disputar esse mercado. Há muita coisa rica positiva aqui, tem gastronomia, tem vinho, que um turista como eu, que sou de São Paulo pode aproveitar e ficar mais tempo aqui.

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Turismo

Festival dos cogumelos ocorre neste fim de semana, em Urupema

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Festival visa popularizar o uso do cogumelo - Foto: Divulgação

Acontecerá neste fim de semana, o primeiro Festival dos Cogumelos de Urupema, no Pavilhão de Arremates, que fica no Parque Municipal João Pinto de Arruda. O objetivo é divulgar o produto e ensinar as pessoas a preparar pratos com ele.

O coordenador do evento, Ari Fernando Raddatz, explica que é preciso saber cozinhar cogumelos para que eles tenham seu sabor aproveitado da melhor forma. “Queremos que todos conheçam e saibam prepará-lo”.

Além de aprender a cozinhar a especiaria, a programação do evento proporcionará saída ao campo para colher cogumelos. Raddatz explica que é importante conhecer os tipos de cogumelos, pois há alguns alucinógenos, e, outros tóxicos, que podem levar até a morte. Na região, há em média 15 tipos de cogumelos, sendo que três são comestíveis, quatro tóxicos e alucinógenos e dois altamente tóxicos.

O evento proporcionará, também, palestras com especialistas em cogumelos, que divulgarão informações sobre como ele é benéfico para a saúde. “Ele previne doenças e também traz os mesmos benefícios da carne, só que é bem mais fácil de digerir”, explica.

Durante os dois dias do festival, haverá estandes com exposição e vendas de produtos artesanais, vinhos de altitude e lanches. Para o ano que vem, a ideia é fazer um concurso de gastronomia.

Produção

Os cogumelos não são plantados, eles nascem sozinhos nas florestas. Geralmente, levam cerca de quatro meses para estarem maduros. E, na Serra Catarinense, surgiram quando as empresas de celulose vieram para cá, há cerca de 17 anos. As mudas de pinus estavam com esporos de cogumelo e com o tempo, eles nasceram em meio aos pinus.

Programação

Sábado

8h45 – Abertura do evento

9h30 – Início da primeira oficina e colheita de cogumelos. Apresentação de pratos a partir das 11 horas até às 13 horas.

13h30 – Palestra: Uma breve história sobre cogumelos e como eles ajudam o mundo a ser melhor, com a Dra. Maria Alice Neves (UFSC).

14h30 – Início da segunda oficina e colheita de cogumelos. Apresentação de pratos a partir das 15h30 até às 19 horas.

16h15 – Saída para observação da revoada do papagaio-charão.

19h30 – Jantar de confraternização

Domingo

8h30 – Palestra: “Cogumelos comestíveis do sul do Brasil” com o Dr. Marcelo Aloísio Sulszbacher (UFSM).

9h30 – Início da terceira oficina. Apresentação dos pratos a partir das 11 horas até às 13 horas.

*Observação: Para participar das palestras será exigido um quilo de alimento não perecível que será doado à Apae de Urupema.

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Turismo

Essencial: Em busca do melhor destino

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Imagem: Ilustrativa

Muitas pessoas são adeptas da frase “viajar traz mais felicidade do que comprar qualquer tipo de bem material” e levam isso à risca.

Afinal, o investimento traz consigo experiências e uma bagagem de informações.

Mas antes de realizar a viagem dos sonhos é preciso manter os pés no chão para que o sonho não vire pesadelo.

Em primeiro lugar, é necessário planejar a viagem. Segundo a diretora CVC Lages, Ediane Ramos de Liz Bachmann, quem planeja com 6 a 9 meses de antecedência, consegue embarcar com a maior parte da viagem paga e consegue as melhores tarifas para o destino escolhido. “Também aconselho a procurar um profissional do turismo para verificar as questões de vistos, vacinas e documentos exigidos pelo destino escolhido.”

Para isso, é importante contatar uma agência de viagens e averiguar se esta é cadastrada na Associação Brasileira de Agências de Viagens – ABAV e Embratur (órgão do Ministério Público). Além de averiguar as marcas conhecidas e solidificadas na cidade.

Essa busca pode ser realizada através da página da agência e do grau de satisfação dos clientes.

Com isso, já se pode pensar no destino. Atualmente, em Lages, os destinos mais procurados na Agência CVC, onde Ediane trabalha, são Fortaleza e Maceió nacionalmente, e Orlando e Buenos Aires, internacionalmente.

Para a segunda opção, o processo é mais cheio de detalhes, como documentação e visto, porém existem locais que o custo-benefício é maior do que em uma viagem nacional com valores similares.

“Buenos Aires, Santiago e Dubai são destinos internacionais que custam os valores de um pacote nacional, por exemplo,” diz ela.

A pesquisa é importante para a decisão do destino e um agente de viagens pode auxiliar na melhor escolha conforme suas preferências e opções disponíveis no mercado.

E, por fim, você só precisará se preocupar com duas coisas: fazer as malas e ter a melhor companhia ao seu lado.

 

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