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Assalto leva medo e apreensão a São José do Cerrito

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Fotos: Andressa Ramos

Foram minutos de tensão e desespero para quem estava dentro e fora da Cooperativa de Crédito, Sicoob – Credicarú, no Centro de São José do Cerrito, na Serra Catarinense. Era por volta das 10h30, desta segunda-feira (7), dia típico de pagamento e também de movimento, na cidade de pouco mais de nove mil habitantes.

Um Peugeot, de cor prata, com placas de Pomerode, estacionou em frente à cooperativa, cinco homens encapuzados com coletes escritos – Polícia Civil – portando grandes armas, entraram na agência e anunciaram o assalto.

Quem estava do lado de fora correu para a farmácia, supermercado, lanchonete e restaurante. Até na Unidade de Saúde as pessoas foram se esconder. É que muitas pessoas estavam no local para fazer compras ou realizar atividades bancárias.

As portas do carro ficaram abertas. Ao entrarem na agência, os homens quebraram a porta de vidro com uma marreta, e pediram para que todos deitassem no chão de barriga para baixo. Três bandidos procuraram de imediato pelo gerente, que ao reagir levou uma coronhada na nuca de um revólver.

Neste instante, as pessoas correram para todas as salas do prédio, inclusive para uma área que está em reforma e só se pode subir com uma escada de alumínio. Um grupo de mulheres se trancou em uma sala.

Uma testemunha relatou que uma mulher se fechou na sala em que estaria o cofre, os assaltantes tentaram entrar, mas, ao saber que o cofre leva, em média, 15 minutos para ser aberto, acabaram desistindo. “De quem eles puderam levaram o dinheiro, pegaram até dos caixas”.

Duas pessoas foram feitas reféns, entre elas, o agricultor José de Assis Mota, de 53 anos.  “Chegaram devereda, quebraram o vidro com uma marreta e já tiraram a arma do guarda”.

Uma funcionária, de uma lanchonete próxima, relata que viu duas pessoas serem feitas reféns na porta da agência. Com as mãos na cabeça, as vítimas aguardaram até a saída dos assaltantes de dentro do banco.

Os moradores da cidade, acreditam que a ação levou, em média, cinco minutos. “Mas para quem estava lá dentro parecia uma eternidade”, completou um rapaz. Uma senhora, ainda com os olhos marejados, diz não acreditar no que estava vendo. “Até agora não acredito que saí de lá viva”. Ela descreve que lembrou apenas de esconder a bolsa.

Com medo, todos os estabelecimentos fecharam as portas. A direção da cooperativa não quis se pronunciar e não informou sobre o montante roubado.

O alerta

Foi por meio do grupo de whatsapp da Rede de Vizinhos, da Polícia Militar, que uma pessoa que estava dentro do banheiro da agência bancária conseguiu avisar sobre o assalto. A orientação teria sido para que ligassem ao 190, que naqueles minutos só dava ocupado. “O íncrivel é que a polícia chegou aqui só uma hora depois do acontecido”, alegou um morador.

O comandante da Polícia Militar em São José do Cerrito, Subtenente Donisete, contesta, afirmando que a demora se deve por estratégia, para garantir a integridade da vida das pessoas. Por estarem apenas com um policial e arma pequena, a medida preventiva foi esperar a confirmação de que os homens haviam deixado a agência. Porém, ao sair por uma rua, os homens passaram pela rua de trás da delegacia. A cidade tem pontos com câmeras de vigilância, mas nenhuma delas estaria funcionando.

Investigação

Em operação conjunta, Polícias Militar e Civil, além do Instituto Geral de Perícias, PPT e Águia, trabalharam, logo após o assalto, nas buscas dos criminosos.

Veículo queimado

Após saírem da cidade os assaltantes viajaram pela BR-282, sentido a Lages e pararam na localidade Lajeado da Taipa, onde incendiaram o veículo. Uma pessoa relatou que foi encontrado perto do veículo uma sacola com as toucas usadas na ação, além de notas fiscais de Balneário Camboriú.

Escola

Crianças da Escola de Educação Básica Mauro Gonçalves Farias estavam na quadra de esportes e nas salas de aula, quando o assalto começou. Por medo das crianças irem até a janela e de um provável tiroteio, as professoras deixaram os estudantes abaixados.

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Serra Catarinense começa a cultivar lúpulo

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Planta depois de colhida no Centro de Ciências Agroveterinárias - Foto: CAV/ Divulgação

Uma nova alternativa de produção chega à Serra Catarinense para os agricultores. O lúpulo, uma planta tradicionalmente usada, junto ao malte, a água e a levedura, na fabricaçāo da cerveja, chega aos campos como nova alternativa para incrementar a economia da região, com expectativas de crescimento da renda de produtores. Por isso, neste sábado (19), será criada em Lages, a Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. O evento será no Centro de Ciências Agroveterinárias (CAV/Udesc).

Foi com o aumento das microcervejarias que os produtores começaram a perceber os benefícios de  cultivar o lúpulo, já que é o único ingrediente para a produção de cerveja que precisa ser importado.

A Alemanha é o país com a maior produção. A doutoranda do CAV que pesquisa sobre a planta, Mariana Mendes Fagherazzi, explica que este movimento de cultivo começou há cerca de cinco anos e vem se intensificando.

Em uma reunião no Rio Grande do Sul, os produtores declaram a importância de criar uma associação. Mariana ressalta que, como ainda é um cultivo novo no País, é preciso a realização de pesquisas e análises de dados, com isso, a criação de uma associação, irá aumentar as oportunidades para o melhoramento do cultivo.

Pesquisa

Há seis meses, o lúpulo começou a ser plantado no CAV, em Lages. Neste período, foram colhidos 22 quilos da planta, de 22 tipos diferentes. Com a colheita, é realizada a produção de cerveja para analisar a qualidade.

Mariana também destaca as particularidades da planta regional, que tem capacidade para ser utilizada na produção de cervejas de melhor qualidade. Isto porque, o lúpulo proveniente da importação é de safras mais antigas e não chega com a melhor propriedade.

Na Serra Catarinense, a temperatura amena durante o verão auxilia na produção de um lúpulo com melhores características. Mariana ressalta que o investimento inicial é de R$ 145 mil, que chega a ser pago na primeira safra, já que o quilo da planta é vendido de R$ 35 a R$ 50.

Produtores

O técnico em agronegócio Alexander Creuzi faz parte dos produtores que resolveram investir no cultivo do lúpulo na Serra Catarinense. Há dois anos, começou a estudar sobre o assunto e o interesse cresceu.

Atualmente, cultiva um hectare da planta em Lages e tem expectativas sobre o futuro. Além da importância da criação da associação, ele destaca que é preciso que novos produtores se interessem pelo cultivo, para a comercialização de grande quantidades.

Na Serra Catarinense, são cerca de cinco produtores, que se juntarão a outros 50 de estados como Paraná e Rio Grande do Sul, que farão parte da Associação Brasileira dos Produtores de Lúpulo. Além da criação neste sábado, os associados definirão o primeiro presidente da instituição. O encontro acontece às 9h30, no CAV.

Sobre a planta

O lúpulo é um conservante natural, sendo essa uma das principais razões para ser adotado na produção de cerveja. A evidência mais aceita do primeiro campo de cultivo de lúpulo data de 736, no jardim de um prisioneiro de origem eslava, próximo a Gensenfeld, no distrito de Hallertau, região da atual Alemanha.

Era adicionado diretamente ao barril de cerveja após a fermentação para mantê-la fresca enquanto era transportada. Além de um constituinte da cerveja, o lúpulo é cultivado como trepadeira ornamental em jardins em áreas subtropicais e temperadas.

Também é usado em pequena escala na alimentação, produzindo o chamado “aspargo de lúpulo”.  Em 1516, o duque Guilherme IV, da Baviera, instituiu a lei conhecida como Lei de Pureza da Cerveja, Reinheitsgebot, que determinava que os únicos ingredientes utilizados na elaboração fossem a água, o malte e o lúpulo.

 

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Polícia Civil investiga circunstância do desaparecimento de menina, em Urubici

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A Polícia Civil de Urubici e o Instituto Geral de Perícia (IGP) de São Joaquim continuam com duas linhas de investigação (informações são conflitantes) sobre o caso da menor de 13 anos, que foi encontrada atordoada em um barracão no Centro de cidade.

A adolescente sumiu por três dias e quando foi encontrada contou que teria sido amarrada por alguns homens. Ela foi levada ao hospital para exames médicos. A perita, Tarine Almeida Medeiros, disse que foram coletados material no local onde a menor foi encontrada e serão encaminhados  para o laboratório do Instituto Geral de Perícia de Florianópolis. “Aguardamos os laudos para seguir com as investigações”, antecipou.

Casos não têm ligação

O desaparecimento, em Urubici, de outra adolescente de 13 anos não tem ligação com o caso acima, conforme explica o agente de Polícia da Comarca de Urubici, Érico Vieira.

A garota, de acordo com ele, entrou em contato com  a família na quarta-feira e voltou para casa. A menor estava vivendo com  um homem em Lages. Ele vai responder pelo delito, por ela ser uma criança.

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Carro bate em caminhão no trevo da BR-282 com a 116, na tarde desta sexta-feira

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Fotos: Bega Godóy

Atualizado às 20h15 (18/05)

Um Gol prata, placas de Águas Mornas (SC), colidiu contra o rodado de um caminhão, de Caxias do Sul (RS), na rotatória do cruzamento entre a BR-282 e a BR-116, acesso Oeste de Lages. O acidente aconteceu por volta das 14h40 de sexta-feira (18). Com o impacto, o automóvel teria sido arrastado alguns metros.

Estavam no carro o casal Vilmar Guckert, de 65 anos e Neli Lurdes Guckert, 62, e o filho Gilmar Guckert, 38. Eles seguiam sentido a localidade de São José dos Ausentes. O motorista Vilmar e sua esposa Neli, que estava no banco de trás  foram atendidos pela ambulância da AutoPista Planalto Sul, concessionária da Br-116 e não tiveram ferimentos graves. Já o caroneiro do banco da frente, Gilmar teve que ser retirado das ferragens do veículo e foi conduzido pelos Bombeiros ao Hospital Nossa Senhora dos Prazeres. “Deu um branco”, disse seu Vilmar enquanto era atendido pelos enfermeiros.

O motorista do caminhão, Ronaldo de Oliveira, que seguia sentido Sul do Estado, estava assustado. Contou que o Gol bateu na sua lateral e por pouco não tombou. “Ele cortou a minha frente bateu no rodado e eu fui arrastando o carro por  metros. Não virou por Deus”, explica. O caminhão estava vazio e Ronaldo, que transporta produtos alimentícios já havia terminado as entregas na região e dirigia-se para o estado gaúcho.

Quem presenciou o acidente também estava apavorado e ao mesmo tempo sensibilizado pela sorte dos ocupantes do automóvel. “Vi de perto. Foi muita sorte não terem capotado”, comenta o motorista Ezequiel Geraldo. Ele trabalha na Eletrodelta e acompanhava os trabalhos dos colegas perto da rodovia. “Fui o primeiro a chegar e colocar os cones de sinalização. Foi um estouro forte. Se o caminhão tivesse disparado iria pegar a gente de cheio”. salientou.

O caminhão precisou ser recolhido para um pátio, próximo a rodovia, porque o veículo é rastreado pela empresa e o motorista precisou informar sobre o acidente. O trânsito fluiu normalmente na região durante o resgate.

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