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Amarildo Farias (PT), candidato a deputado estadual

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Foto: Marcela Ramos

Correio Lageano: O senhor é vereador em Lages, pela primeira vez, e nem completou dois anos de mandato e já quer ser deputado. Por que tomou essa decisão?

Amarildo Farias: Meu projeto é coletivo, conversei muito com os diretórios municipais e o estadual. Por que eu resolvi sair? Na verdade, não era o projeto inicial, com apenas um ano e meio de mandado sair candidato a deputado estadual. Conversei com a base de eleitores e, na vida da gente, tudo tem o seu momento. Verifiquei junto aos vereadores, secretários municipais da região serrana e também os presidentes do Partido dos Trabalhadores de cada cidade, percebi que era o momento, porque precisamos ter representação forte do Partido dos Trabalhadores na Serra. Sou o único candidato (a deputado estadual) na região da Associação dos Municípios da região serrana (Amures), de partido de esquerda e luta pelo direito de todos os catarinenses, por meio da defesa dos trabalhadores, das mulheres e das crianças e, principalmente, dos nossos idosos. Estou aqui para representar o diferencial, que é dos partidos de esquerda, do Partido dos Trabalhadores. Por isso, estou nesse desafio, em um projeto coletivo, que foi de onde saiu o meu nome. Lages é a cidade com mais habitantes na região serrana, automaticamente, o vereador daqui, por si só, se torna uma das principais lideranças. Fui escolhido e não tive como dizer não, atendendo aos pedidos das lideranças do nosso partido.

O seu partido, o PT, tem uma grande rejeição por parte da população. Como isso influencia a sua campanha?

Ao contrário, lógico que existe ainda o ódio de algumas pessoas, mas tem muitas que gostam do Partido dos Trabalhadores, principalmente, porque é o que defende os trabalhadores e as pessoas em situação de vulnerabilidade social. Tenho visto que quem defende os professores na Assembleia Legislativa são parlamentares do Partido dos Trabalhadores. Essa rejeição toda que se coloca, como a questão da corrupção, por exemplo, o PT é o oitavo em índice nacional. Aqui em Lages, e na região serrana, desconheço qualquer ato que desabone a conduta de vereadores que já exerceram mandato. Também fui secretário de Bem-Estar Social e vários outros foram secretários, diretores e prefeitos e não há nada que desabone a conduta dessas lideranças na nossa região. Esse ódio que se criou foi muito induzido nacionalmente.

Se o senhor fosse deputado em 2018, qual projeto destacaria como importante?

Dois dos principais projetos, que inclusive estão entre as minhas propostas: Cofinanciamento estadual da assistência social e repasse fundo a fundo, isso não acontece no Estado de Santa Catarina, mas muitos estados já têm. Fui vice-presidente do Colegiado de Gestores de Assistência Social e lutei muito por isso, e não tive êxito. Vou lutar, agora, na Assembleia Legislativa, para que aconteça o repasse fundo a fundo. Essa também é uma proposta do nosso candidato a governador Décio Lima. E melhorias na qualidade da educação e valorização dos profissionais. Juntamente com o PT de Santa Catarina, temos a proposta de dobrar o piso dos professores, e é possível fazer isso. Melhorar a qualidade das escolas que estão sucateada e sem tecnologias. É preciso melhorar a infraestrutura das escolas e dar condições aos professores, modernizar aquele espaço. Podemos fazer isso, é só economizar alguns recursos que são gastos de forma desnecessária, priorizando educação, assistência social e saúde.

Por que o senhor acha que merece o voto dos eleitores?

Mereço porque represento os trabalhadores e uma política diferente, sem ódio, mas com amor e com muita energia. Tenho um projeto Vereador Ouvindo a Comunidade na Câmara de Vereadores. Já fui em mais de 30 bairros escutando a comunidade, vou fazer isso também na Assembleia Legislativa. Irei em várias cidades escutar a comunidade, verificar os problemas de cada região, principalmente, da Serra, que tem um índice terrível de vulnerabilidade social. Precisamos sair e melhorar a vida dessas pessoas. Quero representar os trabalhadores, as mulheres, os idosos, e os negros que, muitas vezes, são discriminados.

O Correio Lageano publica uma série de entrevistas com os candidatos a deputado estadual e federal dos municípios da Serra Catarinense. Essas entrevistas acontecem sempre às terças e quintas-feiras às 10h30 e às 14h30, ao vivo, pelo Facebook, no CL Entrevista nas Eleições 2018.

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