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Alta nos preços do diesel ameaça atividade de caminhoneiros

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Na estrada há 25 anos, Valdemar já viveu épocas de fartura - Fotos: Bega Godóy

O constantes aumentos nos preços dos combustíveis preocupam todos os motoristas e têm ainda mais impacto para um grupo que depende desse produto para trabalhar: os caminhoneiros. “A gente só tem aumento de salário uma vez no ano e do diesel é de quatro a cinco vezes no ano.

O combustível alto reflete na mesa do brasileiro, porque o transporte de quase tudo é feito pelas rodovias, e acaba que fica tudo mais caro”, analisa o caminhoneiro Valdemar Miguel da Silva.

O paraibano que enfrenta as estradas há 25 anos conta que a empresa Mamuth, de São Paulo, na qual trabalha, teve que fazer alguns ajustes nos salários. São mais de 500 caminhões entre muck, carretas e máquinas.

“Não temos comissão, temos salário fixo e hora-extra. Para não deixar boa parte da frota parada, a empresa se sujeitou a contratar fretes mais baratos”, explica. “Para ficar no mercado e não dispensar motoristas, a gerência pesquisa os preços e corre atrás de diferença de R$ 0,10 no preço do diesel”, completa.

Em média, um caminhão carregado faz dois quilômetros por litro, de acordo com o motorista.

Alexandre Barbosa é gerente de um sítio na região de Cadeados, em Lages, e duas vezes por mês compra diesel para abastecer o maquinário. Com os aumentos, a cota foi diminuindo de 150 litros para 120 litros. “Não sei onde vamos parar com tanto aumento”, reclama.

Desde os 19 anos, o lageano Edenilso Rosa Antunes trabalha com transporte. Hoje, ele tem 43 anos e é proprietário de um Mercedes Benz ano 1981.

Quando comprou o último caminhão, há três anos, planejou comprar uma casa e ainda não conseguiu. “Tenho vontade de mudar de profissão, mas se quiser vender o caminhão, não consigo recuperar nem a metade do que apliquei. A estrada está complicada”, salienta.

O desabafo do motorista não é por menos, pois o diesel passou por 120 reajustes em 2017 e o preço da gasolina foi alterado 116 vezes.

Petrobras

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho de 2017. Com isso, a Petrobras acompanha as condições do mercado e enfrenta a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar os preços, avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

>> Desistir_ Diante da oscilação do diesel, o lageano Edenilso Rosa Antunes, que é autônomo há 23 anos, pensou em até largar a profissão

>>Estoque_ O preço do diesel ainda assusta Alexandre Barbosa. Mesmo assim, a cada 15 dias precisa levar para o sítio em média 120 litros.

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