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Ainda tem vacina contra gripe A em Lages 

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Vacinação foi aberta a população geral e a Vigilância Epidemiológica  aconselha buscar as UBS - Foto: Bega Godóy

A prioridade é de grupos específicos, mas qualquer pessoa pode tomar a vacina contra a H1N1 em Lages, já que sobraram algumas doses. Recentemente, um rapaz de 29 anos, da cidade,  faleceu em consequência da gripe. Ele não havia tomado a vacina e, além disso, a situação se complicou porque o homem tinha doença hepática, renal, cardíaca e era obeso. Sua última vacina foi realizada em 2017.

O rapaz pertencia ao grupo prioritário, segundo estabelece o Ministério da Saúde, e ignorou. O descaso o levou a morte. Assim como ele, segundo a Vigilância Epidemiológica de Lages, outras pessoas dos grupos prioritários deixaram de fazer a vacina, mesmo sendo disponibilizada gratuitamente pela rede pública.

A campanha nacional foi desenvolvida nos meses de abril e maio. A boa notícia é que dos grupos vulneráveis, os profissionais da saúde, crianças e os idosos chegaram perto da meta de 95% de imunizados, preconizada pelo Ministério da Saúde.

Lages recebeu 59 mil doses da vacina H1N1 (influenza), que foram distribuídas entre as 23 Unidades Básicas de Saúde para atender a população. E mesmo a campanha nacional tendo se encerrado, ainda há doses em algumas unidades. Os interessados devem ligar para as unidades confirmando se tem ou não as vacinas. 

Isso porque, segundo a coordenadora da imunização da Vigilância Epidemiológica, Juliana Barbosa Vieira, apenas 72% da população procuraram locais de vacinação, quando a meta do Ministério da Saúde era 95%. “Não deixem para depois. O inverno está no início e é uma estação propícia para doenças respiratórias”, alerta. 

Mitos sobre a vacinação

Sobre a vacinação, a coordenadora admite que existem mitos. Um deles é que mesmo imunizado, o paciente desenvolve a doença. “Pode ter acontecido que quando a pessoa fez a vacina estava com a imunidade baixa e o vírus se desenvolveu”, explica. Juliana lembra que a vacina não causa doenças. “A vacina é um vírus atenuado (enfraquecido) e que estimula o organismo a produzir  anticorpos contra o vírus da gripe”, argumenta.

Na segunda-feira (22) à tarde, a sala de espera de vacinas da Vigilância Epidemiológica de Lages estava cheia. Crianças , jovens e idosos aguardavam a vez. Getúlio Soliman Ragnini era uma das pessoas.

Com sua carteira de vacinação, o rapaz de 21 anos queria descobrir se suas vacinas estavam atualizadas. Porém, confessou que só procurou pela vacina, porque precisa apresentá-la (a carteira) em dia para a empresa onde pretende fazer estágio. 

Sintomas

Os sintomas são semelhantes aos da gripe comum, e se apresentam como febre repentina (acima de 38°C), dor de garganta, associada a dor de cabeça, dores musculares, dores nas articulações, coriza e falta de apetite. Sintomas respiratórios como tosse e piora da asma para asmáticos também são comuns.

Algumas pessoas também podem apresentar diarreia e vômito. É recomendado que os pacientes que apresentarem sintomas que envolvam secreções nasais, tosse ou espirro, recebam máscara cirúrgica com o intuito de evitar a transmissão do vírus. Os adultos podem transmitir a doença no período de sete dias após o aparecimento dos sintomas. Nas crianças, este período vai de dois dias antes até 14 dias após aparecerem os sintomas.

Diagnóstico e tratamento

Para confirmar o diagnóstico de H1N1, é necessário realizar teste laboratorial específico. Já o tratamento é feito com uso de medicamento fosfato de Oseltamivir (Tamiflu) nas primeiras 48 horas após aparecerem os sintomas, com duração de cinco dias. Não há contra indicação de medicamentos para este tipo de gripe.

Prevenção

A melhor forma de prevenir é recebendo a vacina contra a gripe H1N1. Porém, cuidados de higiene também são importantes, como:

  • Lave bem as mãos com água e sabão e utilize álcool gel com frequência
  • Evite colocar as mãos nos olhos, boca e nariz após contato com superfícies
  • Não compartilhe objetos de uso pessoal
  • Cubra a boca e o nariz com lenço descartável ao tossir ou espirrar
  • Evite locais fechados e com muitas pessoas presentes
  • Evite beber água em bebedouros públicos. Utilize copo ou garrafa plástica de uso pessoal

Perguntas e respostas

Qual a diferença entre a vacina trivalente e a vacina tetravalente?

A vacina trivalente compreende duas cepas do vírus Influenza A e uma cepa do vírus Influenza B. A tetravalente contempla duas cepas de Influenza A e duas de Influenza B. A cepa para H1N1 está presente nas duas vacinas.

Para quem já tomou a vacina H1N1 e deseja tomar a da gripe comum, pode tomar a trivalente?

Sim, não há contraindicação.

Existe alguma contraindicação para quem está tomando outro medicamento?

Os pacientes que tomam medicação que altere a imunidade (como corticóides ou imunossupressores) podem não ter uma boa resposta com a vacina, mas não estão contraindicados para recebê-la.

Se a pessoa estiver gripada, ela poderá tomar a vacina?

Se a pessoa estiver sem febre, pode tomar a vacina.

Quem não pode tomar a vacina contra a Gripe A (H1N1)?

Pessoas com doença febril aguda, pessoas com doença neurológica em atividade, ou aquelas com antecedentes de alergia grave a componentes do ovo, ao timerosal (Merthiolate®) e à neomicina. Nos casos de doença febril aguda, passada esta fase, a vacina poderá ser administrada normalmente.

Existe alguma precaução para se tomar a vacina?

A principal contraindicação é alergia grave a ovo.

Existe algum efeito colateral?

Os efeitos colaterais mais comuns são: dor local, febre baixa e mal-estar nas primeiras 48 horas após a aplicação.

Existe a vacina da gripe comum separada da H1N1 conjugada?

A vacina das clínicas particulares é trivalente, ou seja, tem a da influenza H1N1 associada a duas para influenza sazonais (H3N2 e B).

O vírus da vacina está morto? Ela pode provocar a Gripe A (H1N1)?

A vacina é produzida por vírus inativados (vírus mortos e fracionados). Não existe, portanto, o risco de se adquirir gripe por meio da vacina.

Grupos mais vulneráveis 

  • Trabalhadores de saúde;
  • Povos indígenas;
  • Puérperas (mulheres até 45 dias após o parto);
  • Idosos (a partir dos 60 anos);
  • Professores;
  • Pessoas portadoras de doenças crônicas;
  • Outras categorias de risco clínico;
  • População privada de liberdade, incluindo adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medida socioeducativa, e funcionários do sistema prisional;
  • Gestantes;
  • Crianças de seis meses a seis anos (cinco anos, 11 meses e 29 dias).
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