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Aeroporto de Lages não tem voos regulares

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Ontem, por falta de visibilidade, avião da Azul, pousou em Florianópolis - Fotos: Susana Küster

Atualização 11h10

Há 61 dias, os passageiros que optam em utilizar os voos da Azul Linhas Aéreas em Lages, não sabem se vão conseguir desembarcar ou embarcar no aeroporto do município. Isso porque, desde o dia 2 de março deste ano, o Aeroporto Antônio Correia Pinto de Macedo não funciona com voos por instrumento, ou seja, quando as condições climáticas impedem a visualização do piloto, os voos são cancelados e o pouso, geralmente transferido para Florianópolis. Foi o que aconteceu na tarde de quarta-feira (02).

A situação está empacada há dois meses, porque o Cindacta alega que a empresa Infracea não cumpriu algumas exigências e não enviou todos os documentos. Entretanto, a empresa, que é a responsável pela administração do aeroporto, alega não saber o que falta, já que teria encaminhado tudo o que foi pedido.

E o órgão Cindacta não esclarece, nem para a Infracea e nem para a imprensa, o que exatamente está faltando para autorizar os voos por instrumento. A assessoria de imprensa do Cindacta, informou que não teria tempo para responder os questionamentos do jornal na quarta-feira (02) e que enviaria as respostas outro dia.

O diretor de operação do aeroporto, Klaus Klinger, frisa que dois barômetros estão prontos há 60 dias, pois já havia um e foi implantado outro para evitar problemas.

“Não sabemos o que está acontecendo para não liberarem os voos, eles não explicam para nós o que falta”. Ele sugeriu ao prefeito Antonio Ceron, que marque uma reunião com o Cindacta para esclarecer o assunto.

A função do barômetro é indicar ao piloto a altitude da pista em relação ao nível do mar. Assim, mesmo que ele não enxergue, pode calcular a distância até o solo e realizar o pouso com segurança.

Caso foi parar no Ministério Público

A pedido da comissão de voo regional da Associação Empresarial de Lages (Acil), o procurador da república, em Lages, Nazareno Jorgealém Wolff, enviou segunda-feira (30), um documento ao Cindacta II, questionando o que está acontecendo para que os voos por instrumento em Lages não aconteçam. Ele conta que o órgão possui 10 dias para responder, contando a partir do dia que recebeu o documento.

Se caso, não responderem até o prazo, o procurador ressalta que o Ministério Público avaliará a necessidade de instalar um inquérito para investigar o que está acontecendo. E isso, poderá ser feito por meio de uma ação civil ou criminal. “Esperamos que não precise chegar neste ponto para sabermos o que está acontecendo”.

 

Trabalho para operacionalizar foi intenso e pode ser perdido

O ex-secretário de planejamento de Lages, Jorge Raineski, conta que foram mobilizadas várias secretarias para resolver todas as pendências, permitindo que o aeroporto do município voltasse a operar voos comerciais.

Ele lembra que vários tipos de equipes técnicas da Azul, especializadas em diversos setores, como embarque, segurança, pista, Raio-X vieram até o aeroporto para analisar o que era preciso ser feito.

Foi desapropriado um barracão que ficava no entorno da pista, derrubadas árvores, arrumadas pendências da área de embarque e desembarque, feita pavimentação externa e estacionamento, além de outros assuntos solucionados, como a implantação de um controle aéreo.

Também foi realizada uma audiência pública para alterar o plano diretor do entorno do aeroporto e negociado com a Azul, a data de início dos voos. “Tudo isso foi feito em seis meses e conseguimos, na época, não acreditaram que daria certo”.

 

Empresários se unem para buscar solução

Um dos integrantes da comissão do voo regional da Associação Empresarial de Lages (ACil), Anderson de Souza, afirma que foram feitas várias tentativas para entrar em contato com o Cindacta, mas nenhuma obteve sucesso. “Não temos tido retorno e procuramos ajuda do Ministério Público. A gente percebe que não tem sido dada a importância necessária para resolver o problema”.

Ele conta que através da imprensa catarinense, souberam que o aeroporto de Cascavel teve o mesmo problema que Lages, só que lá, em três dias, tudo foi resolvido.

“Isso nos deixou mais angustiados. A falta de informação oficial do Cindacta e da Infracea só piora essa angústia. Acreditamos que mais de 700 pessoas já tiveram seus voos cancelados”.

 

Voos cancelados trazem prejuízos

Pela terceira vez, o gerente comercial Adriano Daboit, tenta embarcar em um voo no aeroporto de Lages e não consegue, porque há cancelamento. Nas outras duas vezes, como mora na cidade, voltou para casa e embarcou em outro dia.

Mas, na quarta-feira (2), diante da notícia do cancelamento, com compromisso de trabalho marcado em São Paulo para hoje de manhã, precisou ir até Florianópolis. “Vou precisar adiar a reunião, porque chegarei em São Paulo por volta das 10 horas”.

A dúvida dele é agora, a de muitos. Com a chegada do inverno, os dias nublados aumentam e com isso o cancelamento de voos em Lages pode aumentar. “Não dá para contar com esse aeroporto”, lamenta.

Gerente comercial Adriano Daboit

Outro passageiro que ficou na mão foi o médico Mauricio Bertolini. Ele iria embarcar ontem em Lages, fazer uma conexão em Campinas para ir até Manaus (AM). Conta que geralmente prefere o aeroporto de Florianópolis, porque é mais confiável que Lages.

“Aqui nunca sabemos se vamos embarcar, temos compromissos e deixamos de trabalhar por conta disso. Não dá para contar”, reclama.

Médico Mauricio Bertolini

Reflexo se estende

Quem perde com o cancelamento de voos, não são só os passageiros e a companhia aérea que precisa pagar pelo translado de quem iria embarcar e desembarcar, mas os taxistas também. Para garantir que vão conseguir uma corrida, já que há uma ordem de chegada para conseguir os clientes, chegam no aeroporto até duas horas antes do avião pousar.

“Viemos em seis taxistas e quando cancelam o voo, dificilmente alguém desiste da viagem e pega táxi”, reclama Alcione Engelmann, que lembra que antes, havia reclamação de que não tinha táxi e agora não tem passageiros.

Taxista Alcione Engelmann

Secretário considera normal os cancelamentos de voos

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Lages, Mario Hoeller, acredita ser normal o cancelamento de voos em aeroportos. Ele diz que isso “faz parte da rotina dos voos”. Comenta que já precisou desembarcar em Curitiba, sendo que seu destino era Florianópolis.

O secretário afirma que o prefeito está tentando uma reunião com o responsável pelo Cindacta II para resolver a situação, porém não tem obtido retorno. “Estamos dispostos a ir até Curitiba”, afirma o prefeito Antonio Ceron.

Sobre a falta de outras companhias aéreas operando no aeroporto, o secretário alega que isso será buscado, quando os voos por instrumento voltarem a funcionar. Hoeller acredita que a Festa Nacional do Pinhão não terá reflexos no fluxo de voos.

Linha do tempo

Aeroporto federal Antônio Correia Pinto

  • Em 1942, foi fundado o Aeroclube de Lages
  • Em 1950, ocorreu o primeiro voo comercial pelo Consórcio TAC – Cruzeiro do Sul, depois a Varig e a Real Aerovias ofereceram voos
  • Em 1972, o aeroporto foi inaugurado, depois de uma reforma
  • Em 1973, foi construído o primeiro hangar
  • Em 2012, passou por mais uma revitalização
  • Em 2016, recebeu mais melhorias e a Azul passou a operar voos para Campinas-SP
  • No dia 2 de março de 2018, voos por instrumento foram suspensos pelo Cindacta

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Cedups estão com 970 vagas para o segundo semestre de 2018

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Manifestação realizada pelos Cedups de Lages, contra a medida do Governo do Estado - Foto: Susana Küster/ Arquivo CL

Depois de recuar da decisão de cancelar as matrículas do ensino técnico no Estado, para o segundo semestre deste ano, o governo catarinense divulgou nesta segunda-feira (16), através da Secretaria de Estado da Educação, a abertura de 970 vagas nos Cedups.

As matrículas devem ser realizadas nas próprias unidades, em datas estabelecidas pelos diretores dos centros profissionalizantes. As aulas iniciam em 30 de julho. Lages está entre as cidades que vai receber novamente as matrículas.

Entre os dias 16 e 20 de julho, quem tiver interesse em ingressas nos cursos de Contabilidade, Edificações, Saúde Bucal e Segurança do Trabalho, do Cedup Renato Ramos da Silva, pode se dirigir a unidade.

Ao todo, a instituição abriu 120 vagas. O Cedup Industrial de Lages, por sua vez, abriu 60 vagas, ao todo, para os cursos de Eletrotécnica e Mecânica. O período de inscrição é o mesmo. A secretaria ainda esclareceu que Cedups como o de São José do Cerrito, mantém o cronograma normal de aulas estabelecido no início do ano, por se tratar de uma instituição agrícola.

Além disso, para quem já está em curso, todos os alunos já matriculados nos 18 Cedups de Santa Catarina seguem tendo aulas normalmente.

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Justiça arquiva delação contra Raimundo Colombo

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Foto: Arquivo CL

Atualizado às 16h35

O processo que apurava a delação premiadas envolvendo o então governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, foi arquivado. O juiz Fernando Vieira Luiz, da 2ª vara criminal da Capital, aceitou a recomendação do Ministério Público de Santa Catarina. 

“Sempre acreditei na Justiça e tinha absoluta certeza de que esse seria o resultado. Por uma questão de consciência, porque não havia cometido nenhum crime ou ilegalidade”, afirma o ex-governador.

A delação envolvia integrantes do PSD apontados como beneficiários de R$ 10 milhões da empresa JBS. O acordo envolvia dinheiro para campanha eleitoral em troca da venda da empresa estatal de água e saneamento, a Casan.

Colombo foi denunciado em abril. A Procuradoria-Geral da República ainda não havia apresentado uma denúncia sobre essa investigação,  a investigação estava com  27ª Promotoria de Justiça, que atua na área de moralidade administrativa.

Em um parecer de 14 páginas, a promotora Rosemary Machado Silva entende que a narrativa do delator Ricardo Saud, ex-executivo da JBS, não sobrevive à contextualização dos fatos.

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Suspensa a resolução da ANS sobre coparticipação de até 40% em planos de saúde

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Foto: Agência Brasil/ Divulgação

A presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, suspendeu temporariamente nesta segunda-feira (16) a Resolução Normativa 433, de 28 de junho de 2018, da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que “propõe-se a regulamentar, a utilização de mecanismos financeiros de regulação no âmbito dos planos privados de assistência à saúde, a exemplo de franquia e coparticipação”.

De acordo com a decisão, da presidente do STF, ao deferir a medida cautelar do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ajuizada no último dia 13 de julho, a resolução fica suspensa até o exame feito pelo ministro-relator, Celso de Mello, ou pelo plenário da Corte.

A resolução da ANS, publicada em junho, diz que os pacientes de planos deverão pagar até 40% no caso de haver cobrança de franquia e coparticipação sobre o valor de cada procedimento médico realizado.

“A referida resolução foi muito além e desfigurou o marco legal de proteção do consumidor no país”, ‘tendo usurpado’, “da competência do Poder Executivo (e também do Poder Legislativo) por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que arvorou-se a regulamentar matéria – mecanismos de regulação financeira (franquia e coparticipação) – sem a devida competência para tanto e, ainda, sem o devido processo legislativo”, diz a OAB na ação.

Nota da ANS

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio de nota, informou que ainda “não foi notificada oficialmente da propositura da ação, tampouco da decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender a Resolução Normativa nº 433, relativa às regras de coparticipação e franquia.”

A Agência destaca, no entanto, “que editou a norma observando rigorosamente o rito para edição de ato administrativo normativo, especialmente quanto à oportunidade de participação da sociedade. Além disso, a norma foi analisada pela Advocacia-Geral da União sem que tenha sido identificada qualquer ilegalidade ou inconstitucionalidade”.

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