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Adesivos que viraram mania

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Lages, 21/06/2010, Susana Küster, Correio Lageano

 

Os adesivos geralmente estão nos carros e motos. Mostram a idade das pessoas, seus times de futebol e até quantos animais de estimação ela possui.

 

Representam uma família perfeita: unida e feliz. Segundo a psicóloga, Suzana Rau Dabbous, a febre de adesivar os veículos demonstra a necessidade das pessoas valorizarem seus vínculos familiares.


Jane Carbonera, 45 anos, tem 2 filhas biológicas, 3 enteadas e 3 netos, todos adesivados em seu Corsa. Quando Jane casou com Itacir, ele já tinha 3 filhas: Márcia, Mara e Joseane.

 

Da união dos dois nasceram a Mariana e Marina. Sua enteada Márcia e Joseane, tiveram três filhos: Maurício e Mayara, da primogênita de Itacir e Marília de Joseane.

 

Depois que seu esposo faleceu, Jane conta que seus familiares e amigos pensaram que a família iria se dividir, mas segundo ela, o inverso aconteceu.

 

“Depois que ele faleceu, ficamos todos mais unidos. Moramos juntos, mesmo sem precisar financeiramente, pois somos todos muito amigos”, enfatiza.

 

Ela conta que ainda falta uma enteada no adesivo do seu carro, mas explica que não a colocou, por que foi decidido entre a família, que só iam colocar quem morasse na mesma casa.

 

No trânsito, Jane diz que os motoristas perguntam se realmente é verdade a quantidade de pessoas que ela mostra nos adesivos. “Acho muito divertido, a maioria não acredita, ainda mais hoje em dia, que a maioria das famílias são pequenas”, lembra.

 

A psicóloga Suzana Dabbous, afirma que atualmente a mídia em geral já expõe a família, como as redes sociais orkut e facebook. E que os adesivos só demonstram a realidade da maioria das famílias, às vezes mostrando harmonia e outras falta de estrutura.

 

“Vemos famílias que só tem mãe e filhos. Outras que só tem um humano e o resto dos adesivos só de animais de estimação”, relata.

 

Além disso, segundo a psicóloga, as pessoas tem necessidade de ter vínculo familiar e mostrar para a sociedade que se enquadra nos padrões estipulados pela sociedade.

 

“Os adesivos dão uma identidade e perfil para as famílias que usam”, explica.

 

A balconista Elisabete, 32 anos, colou os adesivos em seu carro por insistência de sua filha Mariana Borges.

 

“Ela achou bonito e divertido. Mas eu não queria colocar, acho que expõe demais”, ressalta.

 

Mariana conta que até concorda com a mãe sobre a exposição da família, mas diz que em seu orkut tem várias fotos e nunca viu problema em mostrar sua intimidade.

 

A vendedora Adriana Machado, vende em média 10 adesivos por dia. “Já faz 6 meses que vendo e a mania está cada vez maior”, fala.

 

O valor depende do tamanho e caracterização do personagem, vai de R$ 1,50 até R$ 3,00. A vendedora não acredita que os adesivos representem algum perigo para os usuários, “antes deles já aconteciam trotes de bandidos fazendo chantagem”.

 

O major Pedro Kemer da Polícia Militar, afirma que levando em conta sua experiência profissional, a mania não tem perigo algum.

 

“Os trotes em sua maioria, se originam nos presídios. E os detentos não sabem nada da vítima”, enfatiza. O major alerta para as pessoas que tem maior poder aquisitivo, pois essas sim, correm perigo de ter algum parente sequestrado.

 

“Eles procuram pessoas que tem dinheiro e geralmente estudam sua rotina”.


Foto: Susana Küster

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