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52% dos motoristas já desistiram de alguma compra por não ter onde estacionar, revela pesquisa

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Para 78%, lojas devem se preocupar com acessibilidade de pessoas com deficiência - Foto: divulgação

Sair de casa e não ter onde estacionar o carro é um problema que incomoda boa parte dos consumidores brasileiros motorizados, ao ponto de fazê-los até mesmo a desistir de uma compra. Uma pesquisa inédita sobre os impactos da mobilidade urbana no varejo realizada em todas as capitais pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) revela que mais da metade das pessoas (52%) que possuem veículos no Brasil já deixou de comprar algo por não conseguir estacionar o carro ou a moto próximo ao comércio.

A boa condição de trânsito nas proximidades dos centros comerciais, assim como a presença de estacionamentos, são fatores que favorecem o fluxo de pessoas e podem aumentar o faturamento das lojas. Segundo o levantamento, sete em cada dez (69%) pessoas motorizadas disseram que dão preferência a centros comerciais que oferecem estacionamento próprio ou nas imediações (76%). Além disso, 42% dos entrevistados se recusam abertamente a fazer compras em lojas que não possuem fácil acesso a transporte público. Como muitos brasileiros passam mais tempo fora de casa do que em seus lares, quase um terço (28%) dos entrevistados admite que aproveita a hora do almoço durante a semana para passear, ver vitrines e realizar compras.

“As condições do trânsito nas proximidades do estabelecimento, bem como a oferta de alternativas eficientes de meios de transporte são fatores que favorecem o fluxo de pessoas e aumentam as chances de sucesso dos negócios. Não apenas os consumidores, mas também as empresas devem cobrar do poder público investimentos e políticas públicas que favoreçam a segurança e o fluxo de pessoas, pois são medidas que geram benefícios a sociedade como um todo”, afirma o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior.

Para 78%, lojas devem se preocupar com acessibilidade de pessoas com deficiência; quatro em cada dez consumidores evitam compras em locais com presença de moradores de rua ou flanelinhas

O estudo também buscou compreender como implementações no sistema de mobilidade nas grandes capitais podem gerar ganhos de acessibilidade, comodidade, segurança e até aumentar o fluxo de pessoas até a porta das lojas. Segundo a pesquisa, em cada dez consumidores, seis (57%) dão preferência a compras onde há acesso adequado para pedestres, ciclistas e passageiros de transporte público e 78% defendem que as lojas e demais estabelecimentos comerciais se preocupem com a inclusão de consumidores que possuem algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida.

“Percebe-se que há uma nova geração de consumidores preocupada com questões que envolvem acessibilidade, qualidade de vida e boa ocupação dos espaços públicos. Os resultados servem para orientar políticas públicas e também os empresários, com sugestões de adaptações para melhor atender as necessidades dos clientes”, afirma a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti.

Além da acessibilidade, a segurança é outro fator fundamental que pesa para o brasileiro na hora das compras. Para 73% dos entrevistados, sentir-se protegido no estabelecimento é prerrogativa básica, sendo que 56% se sentem mais seguros ao fazer compras dentro de shopping centers do que em lojas do comércio de rua. A presença de moradores de rua (40%) e flanelinhas (37%) também influenciam de forma negativa na decisão de não frequentar um centro comercial e uma boa iluminação pública influencia 75% dos entrevistados a andarem a pé.

Sete em cada dez brasileiros estão insatisfeitos com qualidade do transporte público; 80% apoiam fechamento de vias para lazer

Além de identificar o impacto da mobilidade urbana nas decisões de compra dos brasileiros, o estudo investigou a opinião dos consumidores sobre a qualidade do transporte público no país. Segundo o levantamento, em cada dez brasileiros que moram nas capitais, oito estão insatisfeitos com o trânsito (77%) e sete com a qualidade do transporte público em sua cidade (71%). Na opinião desses entrevistados, a principal ação a ser tomada para reverter o problema do trânsito é investir na qualidade do serviço de transporte, citado por 64%. Em seguida, surgem outras sugestões como ampliar vias já existentes (43%), aumentar a proibição de estacionamento nas ruas e avenidas (29%), garantir a segurança das pessoas (28%) e incentivar campanhas de caronas solidária (24%).

Outro dado revelado pelo estudo é que 71% dos brasileiros concordam com medidas que priorizam o transporte coletivo, como construção de corredores e faixas exclusivas de ônibus, mesmo que isso implique em sacrificar o espaço de ruas e avenidas destinados a carros. Há também, 80% de entrevistados que apoiam o fechamento de vias aos domingos para propiciar atividades de lazer e circulação de pedestres e ciclistas.

Metodologia

A pesquisa foi realizada pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em parceria com o IBOPE e ouviu 1.500 consumidores em todas as capitais. A margem de erro é de no máximo 3,0 pontos percentuais para um intervalo de confiança de 95%. Confira a pesquisa na íntegra em https://www.spcbrasil.org.br/pesquisas

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Semana do MEI tem palestras e atendimentos gratuitos

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Angelita (D) formalizou sua empresa de pintura facial e recreação infantil há cerca de 10 anos - Foto: Catarinas/ Divulgação

Os microempreendedores individuais (MEIs) são o público-alvo da ação promovida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) durante a 10ª edição da Semana do Microempreendedor Individual, que ocorre em todo país. O evento se estende até o dia 18 de maio, com oficinas e palestras, orientações técnicas, cursos e consultorias.

Para a assistente de atendimento do Sebrae Lages, Nahyra Nara Santoro Javarini, a ação visa auxiliar às pessoas que desejam formalizar seu negócio, fazer a declaração anual e sanar dúvidas relacionadas à atividade.  Os MEIs são empresários que trabalham por conta própria e faturam até R$ 81 mil por ano (ou seja, média mensal de 6.750). Uma das principais vantagens é ter os benefícios do INSS, pagando cerca de R$ 50 por mês”, explica Nahyra.

Em Lages, são mais de 5,8 mil microempreendedores ativos. Durante a semana, todos os escritórios regionais, como Abdon Batista, Campos Novos, São Joaquim e Urubici, organizam atividades para incentivar a formalização e priorizar o atendimento dos microempreendedores individuais.

Os profissionais do Sebrae e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico auxiliam na formalização dos MEI’s e na declaração anual, que precisa ser feita até o dia 31 de maio, sem multa.  

Informação é essencial para o sucesso

Estar bem orientado é fundamental para quem busca sucesso. Como é o caso da Angelita Peretti da Silva. Ela formalizou sua empresa de pintura facial e recreação infantil há cerca de 10 anos. Depois desse importante passo, sua clientela aumentou em 50%. “O Sebrae foi um grande parceiro e continua sendo muito importante para o crescimento do meu negócio”, destaca.

Angelita aproveita as oportunidades oferecidas pelo Sebrae. Todos os anos faz a declaração com a ajuda da contadora disponibilizada pela entidade. Para a programação da Semana do Mei, pretende convidar as colaboradoras. “A gente aprende muita coisa. Coloco tudo em prática porque sei que é bom para o meu empreendimento” afirma.

Mais informações sobre as oficinas e palestras podem ser obtidas pelo telefone 3289-1300 ou ir pessoalmente ao Sebrae, na Rua Frei Rogério, 415, no Centro.

Prazo para entregar declarações

As declarações pendentes deverão ser entregues até dia 30 de maio, pois dia 31 será feriado de Corpus Christi. O descumprimento acarretará multa ao contribuinte.

Pré-requisitos para ser um MEI

  • Faturamento bruto anual de até até R$ 81 mil.
  • Não ser sócio ou titular de outra empresa
  • Não possuir filial
  • Máximo de um empregado
  • Estar enquadrado em uma das atividades permitidas pela Lei. (Ao todo são mais de 400 atividades permitidas)

Vantagens em ser um MEI

  • Abertura de empresa rápida e gratuita;
  • Sair da Informalidade;
  • Posse de CNPJ, mas sem a obrigação da emissão para pessoas físicas;
  • Possibilidade de vender para órgãos públicos;
  • Vendas utilizando cartões públicos e emissão de boletas;
  • Acesso a linhas de crédito
  • Dispensa de Escrituração Contábil
  • Pagamento unificado e simplificado de impostos
  • Isenção de impostos federais e pagamento simbólico de ICMS e ISS;
  • Cobertura previdenciária (Conforme carências mínimas de contribuições)

Formalização de um MEI

Documentos necessários

  • Documento de Identidade de CPF
  • Número do recibo do IRRF do último ano, caso, já tenha declarado; ou o título de eleitor.
  • Comprovante de residência atual e no nome de quem fará o registro; ou declaração de residência
  • Se estabelecido, consulta de viabilidade aprovada e disponibilizada pela prefeitura.

Viabilidade: Verificar com a prefeitura a viabilidade de abrir o negócio no endereço pretendido.

Formalização: Formali-se pelo Portal do Empreendedor www.portaldoempreendedor.gov.br

Alvarás : Procure a prefeitura portanto os documentos da sua empresa e seus documentos pessoais (A cada ano deve ser feito a renovação).   

Inscrição estadual: se a atividade da empresa for de comércio ou indústria, procure uma unidade de atendimentos do Sebrae ou parceiro, aproximadamente 15 dias após a formalização, para solicitar a sua Inscrição Estadual.

Nota Fiscal

  • Prestação de serviços – Após ter seu alvará municipal , procure uma gráfica para confeccionar o bloco de notas fiscais, ou contador para a habilitação na nota eletrônica.
  • Venda de produtos ou mercadorias – Após ter sua Inscrição Estadual, procure uma gráfica para confeccionar o bloco de notas fiscais, ou a Secretaria de Fazenda do Estado para cadastrar login e senha para acesso ao sistema de elaboração de nota fiscal eletrônica avulsa.

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Municípios tentam equilibrar as contas

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Em abril, o valor do Fundo de Participação dos Município (FPM) foi menor no segundo decêndio (período de 10 dias). Isso significa menos dinheiro no caixa das prefeituras, que buscam a todo custo equilibrar suas contas, cumprindo o que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, que prevê punições para os prefeitos. O impacto do FPM é maior para pequenos municípios que possuem poucas ou nenhuma indústria.

Sabendo que esses municípios praticamente não geram ICMS e outros impostos, a União separa 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda (IR) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI). A distribuição dos recursos aos municípios é feita de acordo com o número de habitantes, onde são fixadas faixas populacionais. Com base nesse critério, os municípios menores são os que menos recebem, apesar de serem os que mais precisam dessa verba.  

Apesar do segundo decêndio (período de 10 dias) de abril ter representado uma queda de 13,03% no Fundo de Participação dos Municípios (FPM) no país, o acumulado do ano está maior que em 2017. Segundo análise do assessor de desenvolvimento econômico da Associação de Municípios da Região Serrana (Amures), Adilson Branco, alguns decêndios possuem queda quando relacionados ao ano passado, porém outros têm índices maiores. Desta forma, no geral, o FPM tem aumentado a cada ano. Segundo dados da Federação Catarinense de Municípios (Fecam), o FPM acumulado de Santa Catarina, do ano passado foi 7,6% maior.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) lembra que a estimativa da STN para maio é de crescimento em torno 5,2%, apesar do resultado negativo, nesse segundo decêndio. Diante desse cenário, a CNM alerta aos gestores municipais para manterem cautela em suas gestões e ficarem atentos aos primeiros meses do ano, ao gerir os recursos municipais, uma vez que historicamente os recursos do FPM do primeiro semestre são superiores aos do segundo, de forma a ser necessária a elaboração de um planejamento estratégico para não haver surpresas negativas no segundo semestre.

Branco lembra que as obrigações dos municípios são maiores do que os repasses financeiros e arrecadações. Ele cita, como exemplo, alguns programas estaduais e federais que são encaminhados sem verba inclusa. “Alguns precisam ser executados porque possuem demanda e os municípios precisam usar verba própria e a prefeitura tira esses recursos de algum investimento que poderia ser feito na cidade”, explica.

Ele diz que para equilibrar o financeiro, os municípios têm tentado desonerar a folha de pagamento. A ideia é tirar da responsabilidade das prefeituras o pagamento de pessoas que prestam serviço em programas federais e estaduais.

Tribunal de Contas não abre exceções

O Tribunal de Contas, através de nota enviada pela assessoria de imprensa, afirma que segue a lei complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF) e não abre exceções diante de eventual queda de uma fonte de receita específica, como é o caso do FPM.

Desta forma, as despesas com folha de pagamento precisam ser ajustadas aos limites estabelecidos nos artigos 19 e 20 da LRF, que tomam por base a receita corrente líquida de cada município, composta por várias fontes de recursos, dentre elas, o FPM.

Se o município ultrapassar o limite máximo de 54% do orçamento com pagamento de funcionários previsto para o município, é necessário que haja recondução ao limite no prazo máximo de dois quadrimestres. Segundo a nota, a única exceção se configura quando a economia apresenta crescimento real baixo ou negativo do PIB, ou seja, quando o PIB acumulado em doze meses apresentar crescimento inferior a 1%, hipótese em que o prazo de recondução é dobrado.

A economia teve um crescimento baixo entre 2016 e 2017, porém o crescimento do PIB acumulado nos últimos doze meses, apurado em dezembro de 2017, apresentou exatamente 1% de crescimento, de forma que não se aplica, no momento, a exceção da lei.

Em relação ao faturamento global o FPM representa

31% para Lages

56% para Palmeira

59% para Cerro Negro

Base: FPM/2018 até 11 de maio

*Os municípios que não possuem muitas indústrias geram menos ICMS e por isso o FPM é menor e representa mais no orçamento. Fonte: Amures

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Temperatura em São Joaquim chega a 1.1ºC

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Foto: Mycchel Legnaghi/Divulgação

Atualização 11h33

A quinta-feira (17) em Lages amanheceu com nevoeiro. A previsão é que o sol apareça nas próximas horas. Em comparação com a manhã de quarta-feira (16) as temperaturas estão mais baixas. Durante o dia a máxima não passa dos 20ºC.

O engenheiro agrônomo, Ronaldo Coutinho, explica que em Lages, o que ocorre, não é exatamente um nevoeiro, mas sim, nuvens baixas. Essa situação é corriqueira, pelo relevo da região e pela condição do vento nordeste. A tendência é de abertura de sol no começo da tarde. Na região Sul do município, na Coxilha Rica, o céu já está limpo. 

Na Serra Catarinense quatro municípios registraram geada, São Joaquim, Urupema, Bom Jardim da Serra e Urubici. Segundo  Coutinho, as mínimas registradas foram: São Joaquim 1,1ºC, Urupema 1,8ºC, Bom Jardim 2,7ºC.

 

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